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Tratamento da obesidade: diagnóstico e tipos de abordagem na endocrinologia

O tratamento da obesidade se tornou um dos mais importantes nos dias atuais, visto que o excesso de peso está associado ao aumento da mortalidade em até 12 vezes na faixa etária de pessoas entre 25 a 34 anos e 6 vezes em pessoas entre 35 a 44 anos.

Dessa forma, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a obesidade uma doença grave, epidêmica, crônica e multifatorial, que se desenvolve também por problemas sociais, psicológicos e econômicos, agravando outros tipos de patologias e colocando a vida do indivíduo em risco.

Considerando a seriedade e risco que o excesso de peso representa na saúde e qualidade de vida dos pacientes, separamos, no conteúdo de hoje,  mais informações sobre essa condição, assim como o tratamento da obesidade. Não perca!

Obesidade na Covid-19

Estudos recentes realizados na França avaliaram 8.286 pacientes obesos hospitalizados com diagnóstico da Covid-19. Entre eles, 541 pessoas foram submetidas à cirurgia bariátrica antes do período da pandemia. 

Constatou-se que, entre os pacientes bariátricos, a necessidade da ventilação mecânica foi 33% menor, assim como o índice de morte, que foi inferior a 50%, comprovando os efeitos protetivos desse tratamento da obesidade.

Além disso, outros estudos apontaram que a obesidade oferece 113% mais risco da necessidade de internação diante da Covid-19, 74% mais risco da necessidade de internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), 66% mais risco de uso de ventilação mecânica, e 48% a mais do risco de morte.

Obesidade e mortalidade

Atualmente, a obesidade é considerada a segunda causa de morte evitável, ficando atrás somente dos acidentes de trânsito. O risco de desenvolvimento da diabetes em pessoas obesas é 10 vezes maior e para hipertensão 3 vezes maior. Além disso, para cada quilo acima do valor ideal, aumenta-se em 3,1% o risco para as cardiopatias.

A obesidade é a doença mais frequente e presente na vida da população. No mundo, mais de 40% das pessoas estão acima do peso normal, aumentando a necessidade do tratamento da obesidade para evitar outros riscos que essa doença pode causar.

Causas da obesidade

As causas da obesidade variam entre diferentes fatores. Entre eles estão aspectos genéticos, fatores emocionais e psicológicos, e fatores culturais e sociais. Além disso, as principais causas da obesidade são hábitos alimentares, alterações genéticas e sedentarismo.

Tipos de obesidade

A obesidade pode variar de acordo com a localização e distribuição de gordura presente no corpo. Assim, ela é classificada em 3 tipos, com cada um deles afetando a saúde de uma forma diferente, mas igualmente preocupantes.

Obesidade abdominal 

A obesidade abdominal é conhecida como androide, central ou em forma de maçã. Nesse tipo, a gordura é depositada principalmente na cintura e abdômen, sendo também distribuída por peito e rosto. Esse tipo é mais comum entre homens, e aumenta o risco para doenças cardiovasculares, diabetes 2, distúrbios do sono, infarto, inflamação e trombose.

Obesidade periférica 

Já a obesidade periférica pode ser identificada como ginóide ou forma de pêra. Mais comum entre mulheres, está relacionada com o perfil estrogênio (hormônio feminino). Neste tipo a gordura é localizada na região de coxas, nádegas e quadris.

Essa condição pode estar associada a problemas circulatórios, como insuficiência venosa e varizes, além de osteoartrites no joelho, devido à sobrecarga em articulações. Riscos como os citados na obesidade abdominal também podem estar presentes.

Obesidade homogênea

A obesidade homogênea é a que costuma demorar mais para causar preocupações no paciente, visto que não gera grande impacto em sua aparência física. Contudo, apresenta graves consequências à saúde, assim como a abdominal e periférica.

Classificação da obesidade pelo IMC

A identificação de uma pessoa obesa é feita, na maioria das vezes, por meio do índice de massa corpórea (IMC). O cálculo analisa o peso apresentado em relação à sua altura. Por meio da fórmula — peso/altura x altura)—, é possível obter a classificação entre:

  • peso normal: IMC entre 18.0 a 24,9 kg/m2
  • sobrepeso: IMC entre 25.0 a 29,9kg/m2
  • obesidade grau 1: IMC entre 30.0 – 34.9 kg/m2;
  • grau 2: IMC entre 35.0 – 39.9 kg/m2;
  • obesidade grau 3 / obesidade mórbida: IMC igual ou superior a 40 kg/m2.

Diagnóstico da obesidade

O diagnóstico é uma das principais formas de garantir o adequado tratamento da obesidade. Atualmente, ele é dividido em clínico, por meio do IMC, inspeção e exame físico, e avaliação por meio de exames de imagem. 

Avaliação da Massa gordurosa e distribuição de gordura

A medição da espessura das pregas cutâneas utilizada como indicador de obesidade, pois existe uma relação entre a gordura localizada nos depósitos debaixo da pele

e a gordura interna ou a densidade corporal. Sua reprodutibilidade, entretanto, é uma limitação como método diagnóstico.

Métodos de imagem

A Bioimpedanciometria é uma forma portátil disponível para avaliação clínica e tem sido considerada suficientemente válida e segura, em condições constantes. Além dela, outros métodos de diagnóstico por imagem são usados:

  • Ultra-sonografia (USG): técnica que tem sido cada vez mais utilizada e apresenta excelente correlação com a medida de pregas cutâneas;
  • Tomografia computadorizada (TC): método de imagem considerado preciso e confiável para quantificar o tecido adiposo subcutâneo e em especial o intra-abdominal;
  • Ressonância Nuclear Magnética: por ser um método não invasivo e que não expõe o paciente à radiação, pode ser utilizado para diagnóstico e acompanhamento da gordura visceral em indivíduos com alto risco e que estejam em tratamento para a perda de peso;
  • Densitometria de Corpo Inteiro: A densitometria do corpo inteiro é o único método que avalia diretamente todos os compartimentos corporais (massa óssea, massa muscular e água, massa gordurosa), sem inferir dados a partir da medida de apenas um compartimento.

Tipos de tratamento e novidades

O tratamento da obesidade é dividido entre diferentes frentes, envolvendo a reeducação alimentar desenvolvida individualmente, de acordo com a necessidade do paciente, assim como o incentivo às atividades físicas regulares.

Da mesma forma, o tratamento da obesidade medicamentoso pode ser necessário, bem como o tratamento cirúrgico. Além deles, a área da endocrinologia está em constante atualização, com novidades de tratamento como o uso da semaglutida. Por isso, é fundamental que os profissionais desta área mantenham-se atualizados no assunto.

Pós-Graduação em Endocrinologia

Para o diagnóstico, cuidados e tratamento da obesidade, o profissional deve estar qualificado para exercer papel de especialista. Isso se torna viável por meio do curso de pós-graduação em Endocrinologia do IEFAP. Nesta especialização, o médico pode se preparar para oferecer aos pacientes um atendimento holístico e qualificado de natureza endocrinológica.

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