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Pós-graduação em Psiquiatria Infantil: transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, diagnóstico e tratamento

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico muitas vezes difícil de ser diagnosticado devido ao amplo número de sintomas apresentados. 

No entanto, com o atendimento e avaliação adequados, a criança pode conviver com o TDAH e ainda ter qualidade de vida, bem-estar e saúde emocional. Confira na leitura a seguir um pouco mais sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade e como a Pós-Graduação em Psiquiatria na Infância e Adolescência é importante para essa abordagem!

O que é o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade?

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é uma síndrome neurocomportamental caracterizada pela presença de desatenção, hiperatividade e impulsividade de forma persistente. 

O TDAH interfere no desenvolvimento da criança e pode gerar distúrbios motores, perceptivos, cognitivos e comportamentais. Ainda que iniciado na infância, o transtorno pode se estender até a fase adulta.

Epidemiologia

O TDAH é o transtorno do neurodesenvolvimento que mais ocorre na infância, formado por uma das principais causas que levam crianças em idade escolar a consultas neuropediátricas. Estudos apontam que a taxa de prevalência é de 13% em crianças de classes sociais desfavorecidas.

Outra importante característica epidemiológica é a divergência entre os sexos. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é mais frequente em crianças do sexo masculino que do feminino, com relação de 2:1.

Etiologia

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade engloba fatores genéticos (endógenos) e ambientais (exógenos). Pesquisas mostraram que pais com diagnóstico de TDAH apresentam entre 2 a 8 vezes mais chances de terem filhos com o transtorno.

Fatores exógenos que coexistem com os fatores genéticos podem causar lesões ou alterações funcionais no sistema nervoso central (SNC) da criança. Tais fatores podem ser divididos em:

• Pré-natais: infecções congênitas, intoxicações maternas, hemorragias, irradiações, doenças maternas crônicas, traumatismos e mais;

• Perinatais: malformações pélvicas, anemia materna, sedação exagerada, hipotensão e hipertensão arterial, macrossomia fetal, prematuridade, malformações fetais, distúrbios respiratórios do recém-nascido como a doença da membrana hialina, síndrome de aspiração meconial, incompatibilidade sanguínea materno-fetal, distocias no parto, descolamento prematuro da placenta, anormalidades do cordão umbilical, manobras de extração, parto cesáreo;

• Pós-natais: infecções neonatais, hemorragias, traumatismo cranioencefálico, intoxicações e lesões expansivas.

Diagnóstico do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade

O diagnóstico do TDAH é clínico e baseado em avaliações médicas, desenvolvimentais, educacionais e psicológicas para o diagnóstico, avaliação e tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade em crianças e adolescentes.

Os critérios diagnósticos do incluem 9 sinais e sintomas de desatenção assim como 9 de hiperatividade e impulsividade. O diagnóstico requer, pelo menos, 6 sinais e sintomas de um ou ambos os grupos. Além disso, é preciso que tais sintomas:

  • Estejam presentes muitas vezes por mais de 6 meses;
  • Sejam mais pronunciados do que o esperado para desenvolvimento da criança;
  • aconteçam em pelo menos 2 situações;
  • Estejam presentes antes dos 12 anos;
  • Interfiram na capacidade funcional em casa ou na escola.

Sintomas de desatenção

Entre os sintomas de desatenção, a criança tem dificuldades em manter a atenção em tarefas escolares ou jogos, não parece prestar atenção ao ser abordada diretamente, e apresenta dificuldades para organizar tarefas e atividades. Além disso:

  • Não presta atenção a detalhes ou comete erros descuidados em trabalhos escolares, ou outras atividades;
  • Não acompanha instruções e não completa tarefas;
  • Evita ou é relutante no envolvimento em tarefas que requerem manutenção do esforço Perde objetos necessários para tarefas ou atividades escolares com frequência;
  • Distrai-se facilmente;
  • É esquecido nas atividades diárias.

Sintomas de hiperatividade e impulsividade

Entre os sintomas de hiperatividade e impulsividade, é comum que a criança com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade movimente ou torça as mãos e pés com frequência e apresente dificuldades para brincar tranquilamente. Da mesma forma:

  • Frequentemente movimente-se pela sala de aula ou outros locais;
  • Costuma falar demais;
  • Responde às perguntas de modo abrupto, antes mesmo que elas sejam completadas;
  • Apresenta dificuldade de aguardar sua vez;
  • Interrompa os outros ou se intrometa.

O diagnóstico do tipo desatenção exige a presença de 6 ou mais sinais e sintomas de desatenção. Já o diagnóstico do tipo hiperativo/impulsivo, requer 6 ou mais sinais e sintomas de hiperatividade e impulsividade. O diagnóstico do tipo combinado exige 6 sinais e sintomas de cada um dos critérios de desatenção e hiperatividade/impulsividade.

A avaliação médica tem o objetivo de identificar as condições que podem contribuir e sejam tratáveis, ou identificar sinais e sintomas que possam piorar. A avaliação deve envolver a pesquisa da história de exposição pré-natal à fármacos, álcool, tabaco e mais, assim como complicações ou infecções perinatais, infecções do sistema nervoso central, traumatismo cranioencefálico, doenças cardíacas, falta de apetite, alimentação seletiva e história familiar de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

Tratamento do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade

Como forma de ajudar crianças e adolescentes a viverem melhor com o TDAH, diferentes tipos de terapia podem ser realizados, sendo que o tratamento deve ser individualizado. Algumas terapias comuns e muito eficazes para o transtorno são:

  • terapia comportamental;
  • terapia cognitiva;
  • terapia cognitivo-comportamental;
  • treinamento de habilidades sociais;
  • terapia psicoeducacional;
  • terapia fonoaudiológica.

Além disso, o amplo tratamento terapêutico pode ajudar as crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade na busca de mudanças, ajudando a controlar impulsos e lidar com suas emoções de forma adequada. Em adolescentes, a terapia contribui melhorando a autoestima, controle de impulsividade e organização pessoal.

Uso de medicamentos

O uso de medicamentos para o tratamento dos sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é muito indicado. Além de drogas da classe dos estimulantes, que ajudam a reduzir a impulsividade e melhorar a capacidade de atenção e aprendizado, outros medicamentos não-estimulantes também podem estar presentes no tratamento, de acordo com a necessidade individual.

Mudança de hábitos

Além dos medicamentos, mudanças simples hábitos do cotidiano também podem ajudar no tratamento, agindo em conjunto com a terapia e os medicamentos. Algumas mudanças na alimentação, como a redução de açúcar e cafeína ofertados à criança, podem ajudar no controle dos sintomas. 

Da mesma forma, a prática de atividades físicas intensas, como natação e esportes de corrida, ajuda a melhorar o funcionamento cognitivo e comportamental. Desse modo, as crianças com TDAH podem utilizar a prática regular de exercícios para diminuir os sintomas.

Pós-Graduação IEFAP Psiquiatria da Infância e Adolescência

Para diagnosticar, orientar e tratar crianças e adolescentes com o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, o profissional deve estar qualificado para exercer o papel de especialista. 

Isso se torna viável por meio do curso de Pós-Graduação em Psiquiatria da Infância e Adolescência do IEFAP. Na especialização, o médico pode se preparar para oferecer aos pacientes um atendimento holístico e qualificado aos pacientes, além da orientação necessária para os familiares.

Quer saber mais sobre o curso e garantir uma formação de qualidade para identificar diagnósticos corretos e desenvolver o melhor tratamento psiquiátrico para crianças e adolescentes? Então, conheça a Pós-Graduação em Psiquiatria da Infância e Adolescência do IEFAP!

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