Popularizada pela adesão de diversas personalidades no Brasil e no exterior, a medicina ortomolecular é uma terapêutica em franca expansão no país. Mas afinal, o quanto você sabe sobre o assunto?

Você conhece as premissas básicas e os aspectos nutricionais mais importantes da prática? Para atualizar-se sobre o tema, acompanhe a leitura!

Afinal, o que é medicina ortomolecular?

A medicina ortomolecular nada mais é do que uma prática médica alternativa e complementar que tem como objetivo identificar e recomendar o uso de suplementos nutricionais de maneira personalizada com o objetivo de diminuir a presença dos radicais livres no organismo.

Além de suplementos nutricionais, a prática também se vale da prescrição de uma dieta rica em vitaminas e sais minerais. Isso tem por objetivo reduzir processos inflamatórios no organismo e até mesmo prevenir enfermidades ligadas ao envelhecimento, como a artrite e a catarata.

A adoção da dieta ortomolecular também busca obter resultados estéticos, como a diminuição do excesso de peso, a melhora do aspecto da pele e o combate ao envelhecimento de maneira geral por meio do uso de antioxidantes.

Como funciona a dieta ortomolecular?

Para prescrever a dieta ortomolecular, o profissional baseia-se no histórico clínico e no resultado de exames laboratoriais que detectam a deficiência ou excesso de vitaminas ou oxidantes.

A partir daí, é realizada uma prescrição totalmente personalizada, com o objetivo de atender as carências daquele organismo. Por isso, não há como falar em uma dieta ortomolecular com cardápio padrão, que contemple as necessidades de todos os pacientes.

No entanto, como o objetivo é diminuir aos radicais livres e os processos inflamatórios,  as prescrições de dieta ortomolecular tem como base alimentos naturais com alto poder antioxidante e  orgânicos, uma vez que esses são livres de pesticidas e outros agentes que podem causar danos ao organismo.

Os adeptos da medicina ortomolecular também costumam priorizar a variedade na dieta, investindo no consumo de peixes, notadamente salmão, atum e sardinha, que são excelentes fontes de ômega-3 e ajudam a prevenir as doenças cardiovasculares. Também há ingestão de frutas, verduras e legumes variados, que oferecem amplo aporte de nutrientes, e de carboidratos integrais, que dão energia, são ricos em fibra e ajudam a prolongar a sensação de saciedade.

Ainda que não seja proibido, a carne vermelha em excesso é desaconselhada na dieta ortomolecular. Ela potencializa os riscos de câncer em pessoas que possuem predisposição à doença.

A base da dieta ortomolecular é composta ainda pelos farelos, como aveia e milho, por leguminosas como feijão, soja, lentilha e grão de bico, pelas oleaginosas, como  amêndoas, castanhas, nozes e pistaches, e pelas sementes, como a girassol, gergelim e chia.

Aqueles que resolvem aderir a dieta ortomolecular também costumam riscar do cardápio alimentos excessivamente industrializados, como temperos prontos, margarina, sucos de caixa ou refrigerantes, que são ricos em conservantes e saborizantes e pouco ou nenhum aporte nutricional trazem ao menu.

O excesso de sal e de açúcar, bem como as frituras e os alimentos refinados, ou seja, ricos em farinha branca, como massas, pães, pizzas e bolos, também devem ser reduzidos substancialmente do cardápio e, se possível, evitados completamente.

O consumo de água na dieta ortomolecular

Outra característica importante da dieta ortomolecular é a preocupação com a hidratação. De acordo com os especialistas, é essencial que os pacientes tomem cerca de 40 ml de água por quilo de peso, fracionados ao longo do dia

A medida é indicada pois a hidratação adequada auxilia na aceleração do metabolismo. Ela favorece a queima de gorduras, a eliminação de toxinas pelo organismo e contribui para a vitalidade da pele.

Mudança de hábitos deve ir além da alimentação

Além de mudanças na alimentação, a medicina ortomolecular propõe modificações expressivas no estilo de vida do paciente para garantir maior eficácia do tratamento.

As recomendações vão desde as mais comuns para quem deseja ter uma vida mais saudável, como abandonar o cigarro e praticar atividades físicas. A atenção com agentes que podem causar danos ao organismo como os metais tóxicos presentes em utensílios domésticos, como as panelas de alumínio também são medidas da medicina ortomolecular.

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A Medicina Tradicional Chinesa é rica em benefícios para saúde e bem-estar. E tem muito a nos ensinar. Talvez estes sejam os principais motivos de algumas de suas técnicas estarem sendo utilizadas também no ocidente. A auriculoterapia é um desses casos. Conheça um pouco mais sobre esta técnica acompanhando nosso artigo.

Um pouco de história

A auriculoterapia tem sua origem na Medicina Tradicional Chinesa e começou a ser desenvolvida a partir de achados arqueológicos da província de Hu Nan.

Foi quando encontraram documentos contendo informações sobre a ligação entre as diversas partes do corpo com os vasos e canais existentes nas orelhas.

Mas, esta não foi a primeira informação existente sobre o método, que já foi citado pelas dinastias de Tang, Ming e por Hipócrates.

O que é auriculoterapia?

Nosso corpo é um sistema complexo e totalmente interligado. Sendo assim, o funcionamento de um órgão afeta os demais. A orelha possui pontos que, quando são ativados, podem enviar comandos ao cérebro, auxiliando em problemas de saúde, dores e proporcionando relaxamento.

Por ser pouco invasivo e pelos resultados que oferece, a auriculoterapia tem conquistado a confiança dos médicos e pacientes submetidos ao tratamento. Ele consiste em estimular pontos específicos nas orelhas, trazendo alívio e até auxiliando no diagnóstico de doenças através de alterações que podem ser observadas nestes pontos.

A parte externa e cartilaginosa da orelha constitui um microssistema capaz de refletir alterações fisiopatológicas do nosso organismo, ou seja, qualquer alteração em alguma parte do nosso corpo reflete em locais diferentes na orelha e podem identificar enfermidades específicas.

Para que serve?

A auriculoterapia oferece benefícios físicos e psicológicos e pode ser utilizada para tratar centenas de sintomas do corpo através de uma pressão dos vasos e canais localizados no pavilhão auricular.

Considerada como técnica terapêutica, o método é aconselhado como alternativa complementar ao tratamento clínico. Ele auxilia a tratar de sintomas do diagnóstico realizado pela medicina tradicional, além de outras manifestações que veremos mais adiante.

Advinda da Medicina Tradicional Chinesa, como já dissemos, a auriculoterapia trata-se de uma técnica bastante antiga e que vem sendo aplicada pela medicina ocidental como terapia. Da mesma forma como ocorre também com a acupuntura.

Isto porque vem trazendo alívio para as dores e uma série grande de benefícios, inclusive para disfunções psicológicas.

Através da estimulação de determinados pontos nas orelhas, são os estímulos enviados ao sistema nervoso que provocam o alívio de vários distúrbios. A técnica também pode tratar:

    • tabagismo;
    • problemas de pele;
    • problemas vasculares;
    • pressão alta;
    • insônia;
    • depressão e outros.

Benefícios da auriculoterapia:

Além do benefício de não ser um método invasivo, a auriculoterapia pode ser uma forma de substituição ao uso de medicamentos em alguns sintomas. Produz conforto e evita possíveis efeitos colaterais de alguns remédios. A técnica oferece, ainda, bem-estar psicológico.

Importante ressaltar que a auriculoterapia pode ser utilizada simultaneamente com outras terapias. Seus efeitos são rápidos e os resultados comprovados pela medicina chinesa ao longo de milênios.

Como é aplicada?

A técnica é aplicada com pressão em pontos estratégicos da orelha, utilizando agulhas de acupuntura, esferas magnéticas ou laser. O mais comum é usar pequenas sementes de mostarda.

No caso da utilização de material esférico ou sementes, estas são presas à pele da orelha com um pequeno esparadrapo e colocadas estrategicamente sobre o ponto que corresponde ao local ou sintoma a ser tratado, mantendo a pressão sobre estes pontos.

Você pode estar se perguntando se o paciente pode sentir alguma reação no momento em que as esferas são fixadas. A resposta é simples: o máximo que ele vai sentir é um calorzinho provocado pela passagem de uma corrente sanguínea ou simplesmente pela energia que passa pelo corpo e vai até ao pavilhão auricular.

Depois de colocadas as esferas, o paciente deve manipulá-las durante alguns períodos no decorrer do dia para provocar a estimulação, tomando cuidado para não retirar do local e não danificar ou molhar o esparadrapo.

Quanto ao tempo de aplicação e número de sessões a serem realizadas, ambos variam de paciente para paciente e também dependem do que está sendo tratado.

Indicações e contraindicações

A técnica é indicada para pacientes que não querem ou não podem se submeter ao tratamento de acupuntura por conta das agulha. A auriculoterapia pode ser usada, ainda, como continuidade ao tratamento realizado com acupuntura. Pode ser indicada para os casos de:

  • dores provocadas por câncer;
  • tratamento de problemas como depressão;
  • tratamento de doenças que afetam o sistema nervoso central;
  • tratamento de vícios;
  • necessidade de potencializar os efeitos de alguns medicamentos, aumentando a absorção e eliminação através da aceleração do metabolismo.

Nos casos em que a orelha estiver machucada, a aplicação da técnica não é indicada até a total recuperação da pele. Alguns procedimentos de higiene também devem ser realizados pelo paciente para evitar a proliferação de bactérias através do calor ou umidade do material utilizado.

Para grávidas, pacientes com risco de vida, com doenças inflamatórias ou nos casos de reação alérgica ao material utilizado, o tratamento não é indicado.

Importante ressaltar que estamos falando de tratamentos. Portanto, deve ser indicado por um profissional qualificado, resguardando a orientação de não o utilizar com substituto para tratamentos convencionais em doenças graves.

Médicos: como se especializar em auriculoterapia?

A auriculoterapia é uma técnica que requer muito mais do que habilidades manuais para sua utilização e aplicação. É necessária uma especialização específica na área de acupuntura e são considerados como profissionais aqueles que possuem a graduação tradicional em acupuntura e médicos especializados em acupuntura.

Existe a possibilidade de especializar-se através de cursos técnicos e treinamentos. Porém, o ideal é que o interessado já tenha formação em alguma área da saúde, o que beneficia o aprendizado e a aplicação da auriculoterapia.

O importante é procurar por uma escola bem conceituada neste tipo de treinamento para garantir o aprendizado não apenas das técnicas utilizadas na aplicação, mas também dos conceitos que estão intrínsecos e nos quais ela se baseia. É muito importante ter em mente que a Medicina Tradicional Chinesa é integrativa, portanto faz uso de mais conceitos do que a medicina tradicional, tais como Chi, por exemplo.

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