Você sabia que o adoecimento por LER e DORT é superior no sexo feminino?


Entenda sobre a IMPORTÂNCIA DA ERGONOMIA PARA O PERÍTO MÉDICO DO TRABALHO

Por: Dr. Pedro Ferreira Reis*

A Ergonomia tem como objetivo proporcionar ao trabalhador um ambiente saudável, confortável e humano, na qual a ergonomia física concerne as características da anatomia humana, antropometria, fisiologia e biomecânica em sua relação a atividade física. Os tópicos relevantes incluem a postura no trabalho, manuseio de materiais, movimentos repetitivos, distúrbios músculo esqueléticos relacionados ao trabalho, projeto de postos de trabalho, segurança e saúde. A Ergonomia Cognitiva, verifica os processos mentais, tais como percepção, memória, raciocínio, e resposta motora, conforme afetam interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. E a Ergonomia Organizacional verifica a otimização dos sistemas sócio técnicos, incluindo suas estruturas organizacionais, políticas e processos. No entanto, muitas vezes, em função da falta de ergonomia nas organizações, o ambiente laboral se torna propício ao surgimento de patologias ocupacionais.

 

Entenda as diferenças entre homens e mulheres no ambiente de trabalho

A diferença das forças

Primeiramente é importante destacar que o nível de força das mulheres é inferior ao dos homens em 40%. Parestesias, diminuição da força de preensão tanto palmar como em pinça e perda da sensibilidade constituem os principais sintomas das neuropatias periféricas. No meio laboral, quando expostos a trabalhos repetitivos, a incidência no gênero feminino apresenta números bem maiores em relação ao gênero masculino. Isto pode ser confirmado por dados atuais do INSS, os quais indicam, que, nos diagnósticos de LER/DORT, as mulheres têm um percentual significativamente maior em relação aos homens, relatando que, a cada dez trabalhadores com sintomas de LER/DORT, sete são mulheres.

As mudanças comportamentais no período menstrual

A menstruação é um fenômeno fisiológico natural da mulher gerado pelo período fértil em que não há fecundação do ovócito, o que causa a eliminação periódica, através da vagina, do endométrio uterino, cujo ciclo se dá em torno de 28 dias. Nesse período, porém, o ovócito não sendo fecundado, ocorre a involução do corpo lúteo, e, consequentemente, queda brusca dos hormônios ovarianos produzidos por ele, assim esta queda da concentração hormonal causa a degeneração e necrose do tecido endometrial, que era estimulado pela ação destes hormônios aproximadamente entre 2 a 3 dias antes da menstruação, a taxa hormonal é significativamente alterada, principalmente pela queda do hormônio progesterona, aumento da aldosterona, estrogênio e cortisol, oriundos da Síndrome da Tensão Pré- Menstrual com prevalência de 30 a 40% das mulheres, provocando vários sintomas, irritabilidade, estresse e perda da produtividade e retenção de líquidos em função da alteração do hormônio aldosterona, comprometendo o nível de força e consequentemente contribuindo no adoecimento por síndromes compressivas.

A gestação e os cuidados a mais no ambiente de trabalho

E que na gestação, principalmente no último trimestre o hormônio relaxina aumenta consideravelmente, sendo necessário uma atividade menos fatigante para este tipo de trabalhadora. E que em função da anatomia do sistema urinário da mulher ser diferente do homem, ela fica mais propensa a infecção urinária em empresas que não oferecem condições necessárias para as necessidades fisiológicas, destacando as limitações nas idas ao banheiro. Outro fator importante que inda persiste nos ambientes de trabalho é a exposição ao mesmo tipo de tarefa entre homens e mulheres, indicando claramente a possibilidade de adoecimento. Assim venha discutir mais sobre estes assuntos entre outros na Pós-Graduação em Medicina do Trabalho do IEFAP, na qual a disciplina de ergonomia poderá te nortear nos Laudos e Relatórios das perícias em Medicina do Trabalho.

*O professor Dr. Pedro Ferreira dos Reis é doutor pela Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC. Leciona no IEFAP as disciplinas de Ergonomia e Ergonomia Cognitiva no curso de Pós-Graduação em Medicina do Trabalho.


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