Você já ouviu falar sobre a ergonomia cognitiva?


Na Medicina do Trabalho é muito importante conhecer a ergonomia cognitiva. Isso, pois, para dar continuidade às suas tarefas e desempenhá-las bem, o ser humano precisa de uma série de ferramentas e dispositivos que lhe permitem cumprir com seu trabalho. Dentre essas ferramentas, a cognição tem um papel fundamental.

Os aspectos  comportamentais e cognitivos relacionados ao trabalho são estudados pela ergonomia cognitiva. Gostaria de saber mais? Leia o nosso texto.

O que é ergonomia cognitiva?

Ela é o campo de estudo de ergonomia que se baseia nas capacidades cognitivas dos seus usuários. Tudo isso com base no conhecimento da percepção humana, no processamento mental e da memória. Com ela é possível aumentar a produção, reduzir erros e evitar desperdícios dentro das empresas. 

A palavra “ergonomia” vem do grega “ergon”, que significa “trabalho” e “nomia”, que quer dizer “leis”. Sendo portanto, essencialmente, as “leis do trabalho” ou a “ciência do trabalho”.

A ergonomia cognitiva pode ser definida como um processo que trabalha de forma planejada com a memória, o raciocínio e principalmente com a atenção dos colaboradores dentro de uma empresa. Desta forma, a ergonomia cognitiva é a área que estuda essa relação, das pessoas com o seu ambiente de trabalho.

O objetivo da ergonomia cognitiva é aprimorar a forma como o profissional executa as suas tarefas dentro do espaço onde trabalha.

Em geral, a ergonomia pode ser dividida em três campos de especialização:

  1. física;
  2. organizacional;
  3. cognitiva.

Essas três áreas são divididas conforme cada aspecto de um indivíduo. Por exemplo, as questões que envolvem as dinâmicas de anatomia e biomecânica dos colaboradores é trabalhado pela ergonomia física.

A  ergonomia organizacional trata sobre a influência do ambiente de trabalho no bem-estar geral de seus colaboradores.

E por último, temos a ergonomia cognitiva. Neste caso, os processos que são trabalhados abordam a mente do colaborador, bem como o seu raciocínio, a memória, a concentração e a atenção. Ela tem por objetivo prever ou compreender as respostas psicoemocionais dos colaboradores.

Assim, a ergonomia cognitiva trabalha o desempenho e a capacidade individual de tomada de decisões, bem como com a sua motivação profissional.

Benefícios da ergonomia cognitiva

Entre os principais benefícios que a ergonomia cognitiva pode trazer estão:

  • Qualificação da memória e da concentração.
  • Melhora do nível de satisfação dos profissionais.
  • Assertividade nos processos decisórios.
  • Aumento da produtividade.
  • Maior harmonização do ambiente de trabalho.
  • Diminuição de quadros depressivos ou de ansiedade do trabalhador.
  • Redução de demissões.

Desta forma, com a ergonomia cognitiva, é possível criar um ambiente muito mais saudável e produtivo. Ela impacta na qualidade de vida, na saúde dos colaboradores e, por consequência, o seu próprio desempenho.

As empresas que se empenham em dar cabo desses processos de desenvolvimento, investindo em novas adequações, como a ergonomia, terão resultados organizacionais melhores. 

A Medicina do Trabalho e a ergonomia cognitiva

Permanecer em um espaço onde existe harmonia e bem-estar, principalmente no ambiente de trabalho, significa qualidade de vida para qualquer indivíduo. E para que isso ocorra em um ambiente corporativo a empresa precisa investir em programas e benefícios para o trabalhador.

A ergonomia cognitiva ajuda a conquistar isso. Confira os principais benefícios.

1. Melhor adequação das funções cognitivas

Ela possibilita uma melhor percepção de estímulos ambientais, nas atividades executadas e também uma maior capacidade de observação dos resultados. Além disso, qualifica tanto a memória quanto a concentração, garantindo um melhor aprendizado e absorção de todo o conhecimento, com raciocínio rápido e habilidade importantes para o trabalho.

2. Qualidade de vida

Um dos maiores benefícios da ergonomia cognitiva é a diminuição do estresse e cansaço mental no trabalho, proporcionando um maior conforto, e aumentado a qualidade de vida do funcionário. Com ela é possível amenizar problemas emocionais e psicológicos que se desencadeiam em depressão, ansiedade e alterações de humor.

3. Aumento da produtividade

Percebe-se um maior desempenho quando se coloca a ergonomia cognitiva em um ambiente de trabalho, já comprovados há muitos anos. Quando as metas são cumpridas, automaticamente se aumenta a produtividade, sem prejudicar a sua qualidade de vida.

Desta forma, o colaborador trabalha com maior eficiência produzindo melhores resultados e satisfação para a empresa.

4. Diminuição da rotatividade

Até a rotatividade dos colaboradores tende a diminuir, como nas demissões e nas faltas destes. Com a ergonomia cognitiva é possível fazê-los sentir mais integrados e parte da equipe.

Vimos como é importante implementar esses conceitos da ergonomia cognitiva, para que se garantam melhores resultados para a empresa e melhor qualidade de vida para o colaborador.

Conheça os principais riscos cognitivos de uma empresa

Existem ainda certos riscos aos quais os colaboradores podem estar mais sujeitos tanto físicos quanto psicológicos. Conheça os principais riscos psicológicos que os trabalhadores podem estar sujeitos.

1. Excesso de carga mental

Isto pode ocorrer quando há uma elevada carga mental de trabalho, fazendo com que o colaborador se sinta cada vez mais pressionado a trabalhar e entregar resultados rápidos. Isso tende a deixá-lo psicologicamente mais sobrecarregado. Nos níveis mais agudos, pode levá-lo a problemas como: Síndrome de Burnout e Depressão.

2. Transtornos psicológicos

Depressão e a ansiedade são consequências de um ambiente sem ergonomia cognitiva. Se o ambiente de trabalho não fizer uma avaliação de ergonomia adequada, essas possibilidades são fortalecidas.

3. Perda de foco

Muito da falta de motivação sobre o próprio trabalho tende a levar o profissional a não conseguir mais manter o foco e a concentração, tornando-se menos apto a cumprir tarefas específicas, ou também em respeitar prazos e outras exigências.

4. Dificuldade no aprendizado

Toda a capacidade cognitiva pode ficar comprometida como a ponto de ter dificuldade para aprender e armazenar novas informações. Isso tanto é prejudicial para a empresa quanto para ele mesmo. Sendo incapaz de absorver novos conhecimentos, ele corre o risco de não mais acompanhar as transformações do mercado.

5. Incapacidade de tomar decisões e de ser assertivo

Trata-se de uma gravidade para o caso de gestores, porém, também ocorre em outros níveis da empresa. O impedimento de tomada de decisões compromete ele e quem depende dele.

Vimos portanto que a questão da ergonomia cognitiva é uma ferramenta muito importante para adequar formas de desempenho interno e  amenização de problemas causados em equipes.

A ergonomia cognitiva é essencial porque é capaz de gerar excelentes impactos na empresa, diminuindo riscos que desordenam a continuidade do empreendimento. Assim, é possível garantir a qualidade de vida no trabalho a níveis muito altos.

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