Tudo o que precisa saber sobre o refluxo gastroesofágico


A doença do refluxo gastroesofágico, também é conhecida pela sigla (DRGE), afeta muitas pessoas e se apresenta como um dos distúrbios gastrointestinais mais comuns. Na verdade, ela representa uma grande influência negativa na qualidade de vida da pessoa que a possui, dependendo do nível de seus sintomas. Quer saber mais sobre o refluxo gastroesofágico? Continue conosco!

O que é o refluxo gastroesofágico?

O refluxo gastroesofágico ocorre quando o ácido do estômago flui frequentemente e de volta para o tubo (esôfago) que liga a boca e o estômago. Este retorno, de refluxo ácido pode irritar o revestimento do esôfago.

A doença do refluxo gastroesofágico também se evidencia quando um músculo no final do esôfago não fecha mais de forma adequada. Este problema permite que o conteúdo que está no estômago vaze, retornando, ou refluindo para o esôfago e o irrite de vez.

Como ocorre o refluxo gastroesofágico?

O refluxo gastroesofágico acarreta espasmos. Esses espasmos do esôfago são, na verdade, tipos de contrações dolorosas que acontecem dentro do tubo muscular, o esôfago. Os espasmos que dão origem ao refluxo gastroesofágico podem inicialmente, parecer como uma dor no peito, de forma súbita e intensa, e que dura de alguns minutos a até horas.

O refluxo gastroesofágico juntamente com os espasmos costumam acontecer apenas ocasionalmente, podendo, às vezes, não necessitar de tratamento. No entanto, os espasmos também podem se tornar mais frequentes, impedindo que alimentos e líquidos atravessem o esôfago.

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Se os espasmos esofágicos chegam a esse ponto, interferindo na capacidade de deglutição, comer ou beber, os tratamentos devem ser postos em prática imediatamente.

Entre as possíveis causas para o DRGE, está o próprio refluxo ácido frequente. Pois, quando a pessoa engole, uma faixa circular muscular que se apresenta ao redor do fundo do esôfago, chamado de esfíncter esofágico inferior, acaba relaxando para permitir que tanto comida quanto líquido possam fluir para o estômago. E é aí que o esfíncter se fecha novamente.

Se o esfíncter relaxar de forma anormal, esse ácido estomacal pode fluir de volta para o esôfago, irritando o revestimento do esôfago, e inflamando-o.

Sintomas do refluxo gastroesofágico

A pessoa pode sentir uma sensação de queimação no peito ou na garganta, que é chamado de azia. Às vezes, ela pode até reconhecer o líquido do estômago na parte de trás da sua boca. Se a pessoa tiver esses sintomas mais de duas vezes na semana, é muito possível que ela já tenha desenvolvido o refluxo gastroesofágico. Mas, há casos em que o paciente também pode ter refluxo gastroesofágico mesmo sem ter azia.

Os seus sintomas podem incluir:

  • tosse seca;
  • sintomas de asma;
  • problemas para engolir;
  • sensação de queimação no peito (azia), geralmente depois de comer;
  • dor no peito;
  • regurgitação de comida ou com líquido ácido;
  • laringite;
  • sono interrompido.

Muitas pessoas experimentam o refluxo gastroesofágico e ácido por muito tempo sem tratar. Por outro lado, tem pessoas que conseguem controlar o desconforto do refluxo gastroesofágico com mudanças determinantes no seu estilo de vida, além de fazerem uso de medicamentos com venda livre. Mas algumas pessoas com refluxo gastroesofágico podem precisar de medicamentos mais fortes ou de até cirurgia para aliviar os seus sintomas.

Tratamento

Sempre é importante para o médico analisar bem os sintomas mencionados acima, para que não haja dúvidas. A pessoa deve procurar um atendimento médico imediato se tiver essas dores no peito, especialmente se ela também apresentar falta de ar ou dor no maxilar.

Também é importante para o profissional de saúde atentar para seus fatores de risco, ou condições que podem aumentar o risco de DRGE:

  • obesidade;
  • hérnia de hiato;
  • gravidez;
  • distúrbios do tecido conjuntivo;
  • esvaziamento estomacal tardio.

Outros fatores que podem agravar o refluxo de ácido que devem ser analisados:

  • fumar;
  • comer excessivamente ou se alimentar tarde da noite;
  • ingerir certos alimentos gordurosos ou fritos;
  • ingerir certas bebidas, como álcool ou café;
  • fazer uso de certos medicamentos, como a aspirina.

Entre as possíveis complicações, com o tempo, a inflamação crônica no esôfago pode causar:

  • estreitamento do esôfago;
  • danos sérios no esôfago inferior;
  • formação de tecido cicatricial;
  • úlcera esofágica;
  • alterações pré-cancerosas no esôfago.

Não existe um público-alvo para o refluxo gastroesofágico, já que qualquer pessoa, incluindo bebês e crianças, podem adquiri-lo. Se não for tratado, pode levar a problemas de saúde mais sérios. Em alguns casos, a pessoa pode precisar de cirurgia.

Entre alguns fatores que podem aumentar o risco de espasmos esofágicos, podemos citar:

  • pressão arterial elevada;
  • ansiedade;
  • depressão.

Para evitar chegar a esse ponto, é importante que o profissional indique formas de prevenção como:

  • evitar álcool e alimentos gordurosos ou muito ácidos;
  • ingerir quantidades menores;
  • evitar comer tarde da noite;
  • perder peso.

Assim, na prática profissional médica, torna-se importante para o conhecimento atualizado no campo da DRGE, o estudo desta doença que é comum, e que é muitas vezes desconhecida por profissionais e pacientes.

Para isso, existem exames complementares que funcionam como opções ideais. Confira.

Exame endoscópico e biópsia esofágica

O método mais comum aplicado, embora demonstre uma sensibilidade de cerca de 60%, pela facilidade de sua execução e pela disponibilidade da maioria dos centros médicos.

Exame radiológico contrastado do esôfago

Muito difundido e com custo relativamente baixo, ainda não integra como indicado na rotina de investigação da DRGE, pois, apresenta baixa sensibilidade.

Exame cintilográfico

Este apresenta indicações restritas, reservado para casos onde há suspeita de aspiração pulmonar de conteúdo gástrico. Ou ainda, em casos em que existe necessidade de determinar o tempo de esvaziamento gástrico.

Manometria esofágica

Indicado para peristalse ineficiente do esôfago e em pacientes com indicação de tratamento cirúrgico.

pHmetria prolongada

Considerada como o “padrão ouro”, especificamente para o diagnóstico da DRGE, este tratamento ainda está sujeito a críticas, em função das variações significativas na sensibilidade.

Tratamento Cirúrgico

Intervenção para os níveis apresentados de risco emergencial à saúde do paciente.

Apesar do que é mostrado sobre seus sintomas e seu impacto na qualidade de vida das pessoas, dos fatores que podem influenciar o surgimento da DRGE, a experiência clínica também mostra que os tratamentos que existem têm garantido efeitos positivos.

Portanto, o profissional da saúde deve aprender mais sobre a DRGE e estar pronto para enviar seu paciente a um especialista. Também, em alguns casos, deve ser capaz de propor, através de seu conhecimento, novas abordagens que complementem e aprimorem os tratamentos já estabelecidos.

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