Saiba tudo sobre doenças crônicas não contagiosas


Existe uma distinção entre doenças transmissíveis contagiosas e doenças crônicas não contagiosas. Neste artigo estaremos explicando a diferença entre elas. Também abordaremos o planejamento de estratégias de controle e prevenção.

As doenças crônicas não contagiosas hoje são responsáveis ​​por mais de 70% de toda a mortalidade prematura no mundo, e por isso, vem enfrentando novos desafios dada a sua importância. Ela aumenta à medida que as infecções são controladas, segundo dados da OMS.

Tipos de doenças crônicas não contagiosas

Os quatro principais grupos de doenças crônicas não contagiosas são:

1. doença cardiovascular;
2. doença respiratória;
3. doença autoimune e câncer;
4. doença do diabetes.

Só estas quatro concentram as principais somas de mortes no mundo. Por esta razão, as doenças crônicas não contagiosas merecem um destaque nas estratégias de prevenção. Principalmente aquelas que sejam orientadas  para mudar o estilo de vida das pessoas.

Há mais de dez anos, a OMS definia como meta global a redução drástica da mortalidade prematura por doenças crônicas não contagiosas para 25% em 2025, concentrando-se em sete fatores de risco:

  • consumo excessivo de álcool;
  • sedentarismo;
  • fumo;
  • hipertensão arterial;
  • consumo excessivo de sal;
  • diabetes;
  • obesidade;

Os países em desenvolvimento socioeconômico vêm enfrentando esta ameaça de doenças crônicas não contagiosas com maior dificuldade. Doenças como o câncer, diabetes e problemas cardiovasculares, por exemplo, estão superando rapidamente as doenças infecciosas. Os seus números assustam e estão se tornando as maiores causas de morte para os países mais pobres do mundo.

Há lugares onde cerca de 80% das pessoas que morrem de doenças crônicas não contagiosas, vivem em situações precárias ou em desenvolvimento. Segundo esses dados, estima-se que, de 1990 até 2020, no próximo ano, se complete um aumento de 120% do número de mortes por doenças crônicas não contagiosas. 

Como prevenir as doenças crônicas não contagiosas

As ações para prevenção devem ser entendidas em cada lugar, segundo suas particularidades, já que as realidades são diferentes. Certos países podem inicialmente concentrar-se na obtenção de dados epidemiológicos básicos. Outros podem fortalecer ou atualizar sua infraestrutura de assistência médica. Mas, no fim das contas, todos precisarão começar a educar e atualizar os estudantes de medicina e outros profissionais de saúde para essa nova realidade.

Em primeiro lugar, deve-se pensar criticamente que a indústria de alimentos e bebidas é uma das partes fundamentais nas quais os governos podem atuar com mais importância neste caso. Por exemplo, crianças que são diariamente alimentadas com bebidas açucaradas e alimentos não saudáveis, ou ​​com muito sal ou gordura, podem se tornar obesas e têm grandes chances de desenvolver doenças crônicas não contagiosas.

Outro exemplo, é sobre a atenção excessiva ou exclusiva dada à pesquisa e tratamento de doenças transmissíveis, como HIV/AIDS, tuberculose e malária, apesar do fato de que muito mais pessoas morrem de câncer ou doenças cardiovasculares, por exemplo.

Um fator que contribui decisivamente para esse problema da “invisibilidade” das doenças crônicas não contagiosas, é o fato de que essas doenças continuam a ser vistas como um problema que afeta apenas idosos e populações de risco. Para que se obtenha algum progresso na luta contra as doenças crônicas não contagiosas é necessário que todos, comunidade internacional e sociedade, mudem a forma como as percebem.

Assim, mudanças radicais são necessárias na concepção de todos os agentes, dos sistemas de saúde. O tratamento em si, não é simples, é complexo. Enquanto a malária ou o HIV podem ser tratados com medicamentos, por exemplo, o combate ao câncer pode envolver tratamento caro, como radioterapia. E, pessoas que sofrem de doenças crônicas não contagiosas precisam também de mais cuidados paliativos.

Ligações entre doenças infecciosas e doenças crônicas não contagiosas

Algumas doenças infecciosas coexistem entre as doenças crônicas não contagiosas como, por exemplo, portadores de HIV têm um alto risco de contrair tuberculose, devido à sua reduzida resistência imunológica. Do mesmo modo, as doenças crônicas não contagiosas podem estar ligadas a outras manifestações de saúde precária, como biológica.

A diabetes tipo 2, por exemplo, está intimamente ligado à obesidade. Cerca de 90% dos casos de diabetes são atribuídos ao excesso de peso. E a obesidade, por sua vez, está associada a doenças cardíacas. Mas muitas pessoas ainda acreditam que doenças como o diabetes, a obesidade e doenças cardiovasculares afetam apenas as mesmas pessoas de riscos ou de países industrializados. Isso é um erro, pois, fatores de risco como alimentos gordurosos, estilos de vida de sedentarismo, o hábito de fumar e beber são frequentes em qualquer parte do mundo.

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Por esta razão, a OMS acabou criando um banco de dados online dos fatores de risco para quase todos os países, enfatizando os riscos do consumo do tabaco, do álcool, o problema da obesidade e da pressão arterial.

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Os cinco mitos das doenças crônicas não contagiosas

Existem cinco mitos que tratam das doenças crônicas não contagiosas que podem ser encarados como verdadeiros empecilhos para a prevenção destas.

1. Prioridade de riscos

Deve-se combater primeiro as doenças infecciosas que são mais urgentes e importantes, como o HIV, a tuberculose e a malária.

No entanto, as doenças crônicas não contagiosas se desenvolvem em paralelo com as doenças infecciosas. E, como dito anteriormente, as doenças não infecciosas são a maior causa de mortalidade precoce. Portanto, o sistema de saúde deve dar a mesma importância a ambos os tipos de doença.

2. Mito do crescimento econômico

A ajuda econômica por si só irá melhorar automaticamente todas as condições de saúde.

Com certeza que o desenvolvimento econômico pode melhorar a saúde. No entanto, o mesmo crescimento também pode estimular o novo aparecimento de doenças crônicas não contagiosas que sejam compatíveis com o novo “estilo de vida”, tal como o diabetes.

3. Cada um faz sua escolha

A opção por um estilo de vida mais prejudicial à sua saúde e que causa doenças crônicas não contagiosas, é responsabilidade de cada indivíduo.

Na verdade, não são todas escolhas individuais, já que muitas vezes a “opção” pelo mais saudável foge do alcance econômico, de contextos sociais e culturais. E isso acaba influenciando e até determinando essas “escolhas” dos indivíduos. 

4. As doenças crônicas não contagiosas são problemas de populações específicas

Na verdade, ricos e idosos são perfis comuns para as doenças crônicas não contagiosas.

Também é possível que um status socioeconômico mais baixo acaba aumentando a exposição a fatores de risco e diminui o acesso aos cuidados médicos. Em países em desenvolvimento, a população de alto risco são muito mais os jovens do que idosos em países desenvolvidos.

5. Tratamento muito caro

O tratamento de doenças crônicas não contagiosas é muito caro para os países em desenvolvimento

É comprovado que algumas estratégias, como reduzir a ingestão de sal, podem ser alcançadas sem gasto econômico algum. Ou seja, a prevenção, além de ser o melhor remédio, é também o mais barato.

Principais doenças crônicas não contagiosas

Confira agora uma lista com as principais doenças crônicas não contagiosas.

Câncer

Nome dado a uma lista que compõe mais de 100 patologias, que se manifestam em diversas partes do organismo. Ele é compreendido como um crescimento anormal das células que entram em mutações, invadindo tecidos e órgãos, formando tumores que se multiplicam de forma rápida.

Entre as várias causas, estão fatores externos, genéticos e comportamentais. Existem vários tipos de câncer, como o de pulmão, colo do útero, leucemia, estômago, mama, pele, próstata e tecidos neurais.

A melhor prevenção do câncer é controlar os fatores de risco, que significa não fumar, não beber em excesso e não exceder no consumo de alimentos gordurosos, ter uma vida saudável e praticar atividades físicas.

Diabetes

Doença crônica que surge quando o pâncreas não sintetiza a quantidade de insulina suficiente, fazendo que apareçam o tipo de diabetes 1. O diabetes tipo 2 têm maior incidência em idosos e é mais frequente do que o tipo 1. Uma das principais causas é a obesidade. Entre os possíveis sintomas da elevação da glicose são: 

  • muita sede; 
  • excesso de fome;
  • necessidade de urinar continuamente (poliúria);
  • perda de peso, mesmo comendo muito;
  • cansaço;
  • visão turva;
  • formigamento;
  • infecções cutâneas.

Ainda hoje não é possível prevenir o diabetes tipo 1. Porém o tipo 2 pode ser prevenido. Como a causa mais importante é a obesidade, um estilo de vida saudável reduz em 80% as chances de ter diabetes.

Hipertensão arterial

Também conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que se caracteriza por níveis elevados da pressão sanguínea, sendo herdada geneticamente em 90% dos casos, mas com outros fatores que podem influenciar:

  • fumo;
  • bebidas alcoólicas;
  • obesidade;
  • estresse;
  • excesso de sal;
  • níveis altos de colesterol;
  • sedentarismo.

Apesar da pressão alta não ter cura, há tratamento e pode ser controlada. Independentemente dos medicamentos disponíveis, é importante adotar um estilo de vida saudável, mudando hábitos alimentares e dos excessos, além de praticar atividade física regular.

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