Prevenção de doenças cardiovasculares em pacientes com diabetes


A prevenção de doenças cardiovasculares em pacientes com diabetes é de fundamental importância para o tratamento e deve ser implementada pelo profissional médico. Dessa forma, a doença cardiovascular (DCV) é uma das principais causas de mortalidade em indivíduos com diabetes. Alguns dados mostram que, pelo menos, quase 70% dos adultos, acima dos 65 anos, vem a óbito de alguma forma de DCV.

Neste artigo, veremos como funciona a prevenção e o controle de DCV em pacientes com diabetes.

Entendendo melhor a relação DCV e diabetes

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, adultos com diabetes têm duas a quatro vezes mais chances de sofrer de doença cardíaca ou de derrame, se comparado aos pacientes sem diabetes.

A hipertensão é um dos principais fatores de risco para a DCV, que, geralmente, coexistem em pessoas com a doença. E o bom gerenciamento, desses múltiplos fatores de risco de DCV, produz resultados ainda maiores, como veremos a seguir.

A presença da hipertensão nas populações mais idosas aumenta o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e nefropatia. Assim, o diabetes é uma doença que se define por anormalidades da glicemia, por vezes, associada a distúrbios dos olhos, rins, nervos e todo o sistema circulatório.

Esses distúrbios incluem a doença cardíaca coronária (DCC), acidente vascular cerebral (AVC), doença arterial periférica (DAP) e cardiomiopatia. Porém, o diabetes geralmente resulta em morte precoce quando está relacionada à DCV.

Relação entre DCV e diabetes

Como vimos, existe uma relação entre DCV e diabetes. Mas, por que as pessoas com diabetes correm um risco maior de DCV? Na verdade, o diabetes é tratável, mas mesmo quando os níveis de glicose estão sob controle, aumenta muito o risco de doenças cardíacas e derrames. Isso ocorre porque as pessoas com diabetes, principalmente do tipo 2, podem ter as seguintes condições que contribuem para o risco de desenvolver DCV:

Pressão alta (hipertensão)

A pressão alta é reconhecida há muito tempo como um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. Quando os pacientes têm hipertensão e diabetes, o que é uma combinação comum, o risco de DCV aumenta.

Colesterol anormal ou nível de triglicerídeos altos

Pacientes com diabetes geralmente apresentam níveis de colesterol muito altos, incluindo LDL ruim, colesterol baixo HDL e triglicerídeos em níveis altos. Essa formação geralmente ocorre em pacientes com DCC prematura.

Obesidade Tipo A

A obesidade é um importante fator de risco para DCV e tem sido muito associada à resistência à insulina. A perda de peso pode melhorar o risco cardiovascular, diminuir a concentração de insulina e aumentar a sensibilidade à insulina.

Sedentarismo

A falta de atividade física é outro importante fator de risco para a resistência à insulina e doenças cardiovasculares. Exercitar-se e perder peso pode prevenir ou retardar o aparecimento de diabetes tipo 2, reduzir a pressão arterial e ajudar a reduzir o risco de ataque cardíaco ou derrame.

Excesso de açúcar

O açúcar no sangue mal controlado, ou seja, muito alto faz com que no sangue suba a níveis perigosos. Podem ser necessários medicamentos para controlar a presença do açúcar no sangue.

Fumo

Fumar põe indivíduos, com ou sem diabetes, em maior risco de doenças cardíacas e derrames.

História familiar de DCV precoce

Deve ser feita a avaliação da doença cardiovascular em parentes de primeiro grau, menores de 55 anos ou de parentes de primeiro grau, menores de 65 anos.

Formas preventivas de abandonar certos hábitos

O diabetes em combinação com um ou mais desses fatores correm um risco ainda maior de doença cardíaca. No entanto, ao gerenciar esses fatores de risco, os pacientes com diabetes podem evitar ou retardar o desenvolvimento de doenças cardíacas. O papel do médico é orientar, explicar e realizar testes periódicos para avaliar se o seu paciente desenvolveu algum desses fatores de risco associados à DCV.

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Também há as recomendações para terapias com estatinas em adultos com diabetes. A base de evidências para medicamentos direcionados ainda é menos robusta do que a da terapia com estatinas. Assim, os padrões de prevenção orientados por associações de profissionais norte-americanos, europeus e OMS, recomendam veementemente modificações na dieta e no estilo de vida, como primeira linha de controle.

A intervenção no estilo de vida, incluindo mudanças na dieta, aumento da atividade física, perda de peso e cessação do tabagismo, juntamente com o gerenciamento de medicamentos, é útil no gerenciamento de muitos fatores de risco para DCV. Intervenções nutricionais também podem ser individualizadas, com foco geral na redução da ingestão de gorduras saturadas.

Outra prevenção, é do controle glicêmico que também pode ajudar a melhorar os níveis lipídicos, particularmente em pacientes com níveis muito altos de triglicerídeos. E, por último, os programas de propaganda, explicando publicamente o diabetes, liderados por médicos, também demonstraram benefícios em relação ao controle. Os prestadores de cuidados de saúde em todas as comunidades, devem ter o poder de rastrear e tratar os fatores de risco de DCV em pessoas com diabetes para reduzir o risco e prevenir a doença.

Manejo de pacientes assintomáticos

E pacientes assintomáticos? Apesar dos pacientes com diabetes apresentarem uma taxa aumentada de DAC assintomática, devem ser feitas triagens de rotina, como testes de função hepática, tireoidiana, etc.

Uma das recomendações para pacientes diabéticos com baixo risco de doença cardiovascular (menor que 5%), sem outros fatores de risco, não devem receber aspirina para prevenção primária de DCV. Ela deve ser utilizada para prevenção secundária em pacientes com DCV conhecida. Já, os inibidores da ECA devem ser administrados a longo prazo nos pacientes diabéticos, desde que não ocorra contraindicações para o uso continuado. E as estatinas podem ser administradas a todos os pacientes, de acordo com as diretrizes descritas previamente.

Por isso, a profissionalização do cardiologista, irá garantir uma amplitude na área de atuação na realização de uma Pós-Graduação na área. O IEFAP é conceituada na formação em Cardiologia, na atualização das especialidades das doenças cardiovasculares.

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