Novidades em tratamentos para obesidade


A obesidade hoje é um grave problema de saúde para o mundo inteiro. Ela é considerada como a epidemia do século XX e XXI. Entenda como a saúde dos pacientes pode ser alterada nesta e na próxima década, através de inovações nos tratamentos para obesidade. A resposta, no entanto, se encontra nos mais variados tratamentos médicos decorrentes do conhecimento ao longo dos últimos anos, com base biológica sobre a obesidade.

Os perigos e consequências da obesidade

Para começar, todo médico afirmará que a primeira coisa a fazer é mudar os hábitos alimentares de forma urgente. Mas o que isso implica, de fato? Isso significa que as pessoas com obesidade têm que comer de forma mais saudável, reduzindo a sua ingestão calóricas.

A obesidade é uma doença crônica em razão do excesso de gordura no corpo de uma pessoa. Sabe-se que o Índice de Massa Corporal (IMC) em um adulto deve ser maior que 30. Assim, o IMC é obtido a partir do cálculo da altura e do peso de uma pessoa.

A obesidade pode ser resumidamente considerada como o resultado do consumo excessivo de calorias que o corpo não precisa. Ela pode ter como causa diversos fatores:

  • Genética: pais e outros familiares obesos, são fatores de risco para as próximas gerações.
  • Social e econômico: ocorre com mais frequência nas camadas baixas da população onde também há menores taxas de educação e acesso fácil a tipos de alimentos mais baratos, como fast foods e menos saudáveis.
  • Psicológico: tais como os transtornos psicoemocionais comuns no mundo moderno.
  • Estilo de vida: o crescimento do sedentarismo, do consumismo e da falta de atividades físicas.

Desta forma, as consequências da obesidade na saúde são perigosas, entre elas podemos citar:

  • aumento excessivo da massa gorda;
  • osteoartrite;
  • apneia do sono;
  • diabetes;
  • câncer;
  • doenças cardiovasculares;
  • insuficiência respiratória;
  • problemas de pele;
  • infertilidade;
  • morte prematura,

Novidades de tratamentos para obesidade

Dos tratamentos para obesidade, a redução de peso é um dos objetivos principais e o foco, porém, não é o primeiro passo a ser tomado. É importante, antes de tudo, conhecer os fatores psicológicos associados à doença, como a ansiedade, que são causas possíveis da obesidade.

De acordo com os psicólogos, tratar primeiro do sintoma (o sobrepeso) seria contraproducente, uma vez que uma dieta brusca só funcionaria a curto prazo. Dessa maneira torna-se impossível manter um equilíbrio no peso.

Outra questão é que o objetivo do tratamento não deve ser apenas estético, mas baseado na ampla melhoria da qualidade de vida da pessoa e, com isso, se reduz os riscos de outra complicação de saúde.

O importante é considerar que ela não é tratada apenas por novos hábitos alimentares. É necessário fazer uma combinação de tratamentos que podem ser desde a mudança de hábitos, intervenção medicamentosa e até mesmo cirurgia. Se formos pensar que historicamente, vários tratamentos para obesidade já foram usados popularmente, tais como:

  • Anfetaminas e derivados: Ritalina, Fentarmine e Dexedrine como inibidores da fome.
  • Produtos naturais: chá verde, óleos vegetais, raízes e outros.
  • Medicamentos bloqueadores de gordura: tipo Xenical e Orlistat.
  • Dietas cetogênicas: com o consumo de Sugar Buster e o HCG que provocam um estado de acidose.

A maioria desses tratamentos para obesidade já não são tão usados porque foram ultrapassados por outros hoje em dia. No entanto, aplicar apenas uma forma de tratamento é passível de falha porque a obesidade tem a ver com condições multifatoriais.

Tratamentos farmacológicos

A situação atual traz opções terapêuticas que valem a pena ser analisadas. Por exemplo, hoje existem três medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) de tratamentos para obesidade: Qusimia, Belviq e Contrave, sendo este último de uso não controlado.

Além destes três medicamentos, ainda tem o Topamax que foi aprovado para o problema de nevralgia e também para diminuir o apetite e, consequentemente, o peso; a naltrexona cujo resultado age diretamente no cérebro controlando alguns impulsos de fome. Outro medicamento, o liraglutide, é usado em recentes tratamentos para obesidade é administrada cotidianamente por via subcutânea, muito eficiente na perda de peso em quase 10%.

Hoje, pode-se dizer que temos alternativas terapêuticas farmacológicas muito válidas em tratamentos para obesidade. Até relativamente pouco tempo atrás, não havia muitas opções, além das já destacadas. É possível dizer que tais tratamentos para obesidade, com farmacológicos, ajudaram a complementar certas lacunas.

Com o avanço dos estudos científicos, aliado ao conhecimento dos complexos sistemas endócrinos, que regulam a ingestão de alimentos, pode-se afirmar que a manutenção da perda de peso são possíveis em novos tratamentos para obesidade.

Pesquisas recentes têm se concentrado no controle dos moduladores neuro hormonais que ajudam a regular a fome e a saciedade. Essas novidades nos tratamentos para obesidade, com as recentes investigações relacionadas para a busca de medicamentos, são relevantes, tanto para as prescrições médicas quanto para restabelecer novos fatores que causam a obesidade. 

Atendimento psicoterapêutico

Entre os tratamentos para obesidade que andam de mãos dadas, juntamente com o tratamento farmacológico, estão as sessões de psicoterapia. Elas são essenciais para ajudar a pessoa a lidar com a doença e atingir os objetivos de perda de peso, principalmente para tratar as comorbidades associadas à obesidade.

Como forma do paciente buscar orientação médica, o profissional deverá abordar junto a ele, os problemas e as possibilidades que aqui foram apresentadas. A especialidade médica delineará os tratamentos para obesidade mais apropriados ao paciente. Isso por que, em muitos casos, as mudanças no estilo de vida, não são suficientes.

Cirurgia

Em outros casos, os pacientes que apresentam um excesso de peso acima do normal, o profissional deverá optar recorrer à cirurgia. No entanto, algumas evidências mostram que é impossível ultrapassar a redução de 5% a 20% do excesso de peso, apenas com alterações no estilo de vida.

A cirurgia para perder peso, também chamada de “cirurgia bariátrica”, pode ser uma boa opção quando e somente quando ela for recomendada pelo especialista. Essa cirurgia limita drasticamente a quantidade de alimento que a pessoa pode ingerir.

Agora, atenção! Mesmo que a cirurgia em tratamentos para obesidade seja a melhor chance de perder uma quantidade maior de peso, ela ainda assim envolve sérios riscos.

A cirurgia não garante que a pessoa perderá todo o excesso de peso. Na verdade, todo o sucesso da perda de peso após a cirurgia, irá depender do compromisso da pessoa em fazer mudanças no seu modo de vida.

Entre as cirurgias mais comuns nos tratamentos para obesidade encontram-se:

  • Cirurgia de bypass gástrico.
  • Cirurgia de banda gástrica ajustável.
  • Desvio biliopancreático com travessia duodenal.
  • Manga gástrica.

Além disso, ainda existe o bloqueio do nervo vago que é outro tratamento, que envolve o implante de um dispositivo sob a pele do abdômen que passa a enviar impulsos elétricos frequentes informando ao cérebro quando o estômago está vazio ou cheio. 

A combinação da supervisão alimentar, juntamente com o exercício físico, apoio psicológico, e o diagnóstico farmacológico, são os melhores tratamentos para obesidade a fim de atingir objetivos reais e duradouros.

Desta forma, a obesidade tornou-se um sério problema de saúde global, por isso os especialistas gastroenterologistas continuadamente participam dos novos estudos, avaliações e tratamentos. Sem dúvida, a prevenção sempre será o melhor remédio. O conhecimento atual sobre os moduladores neuro hormonais é provavelmente um dos avanços mais importantes no futuro de tratamentos médicos antiobesidade.

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