Relação entre metabolismo mineral e doença óssea metabólica


Sabemos que o organismo humano é formado por diversas substâncias orgânicas e inorgânicas. Entre as inorgânicas (de origem mineral) estão a água e sais minerais, nutrientes responsáveis pelo equilíbrio do metabolismo mineral. 

Essas substâncias, assim como o sódio, potássio, ferro e cálcio, apresentam funções variadas no organismo e podem ser encontradas dissolvidas em água, na forma de íons, ou imobilizadas, nas substâncias ósseas. 

A falta de sais minerais provoca instabilidade no metabolismo mineral, fator que pode desenvolver diversos problemas no organismo humano, como a doença óssea metabólica. Dada a importância deste assunto, no post de hoje, vamos conhecer um pouco mais sobre a relação entre o metabolismo mineral e as doenças ósseas que seu desequilíbrio podem provocar nos pacientes. Acompanhe!

O que é metabolismo mineral?

O metabolismo mineral consiste em reações que os sais minerais sofrem no corpo. Esses elementos que podem ser combinados com outras substâncias como hormônios, enzimas e vitaminas ou de forma isolada  são essenciais para a saúde do indivíduo.

Ainda que não produzidas no organismo humano, as substâncias do metabolismo mineral desempenham funções vitais, ou seja, sua presença favorece equilíbrio e manutenção das funções básicas do corpo. Entre elas:

  • atividade e manutenção celular;
  • ativação e regulação de atividades enzimáticas;
  • condução de impulsos nervosos;
  • controle de equilíbrio ácido-base;
  • contração muscular;
  • realização de processos metabólicos;
  • funções estruturais como formação de dentes, unhas e ossos.

Principais minerais encontrados no organismo

O metabolismo mineral é essencial para o organismo, tornando a alimentação saudável e equilibrada fundamental para que todas funções possam ser realizadas. Confira os principais sais minerais encontrados no organismo, sua importância, e as consequências de seu desequilíbrio.

Cálcio

O Cálcio é o mineral encontrado em grande abundância no organismo humano, presente, principalmente, no esqueleto. Além da formação de estruturas ósseas, o nutriente é essencial para células, controlando a permeabilidade de sua membrana, contração muscular, liberação de hormônios e coagulação sanguínea.

Níveis baixos de cálcio no metabolismo —hipocalcemia— podem causar desmaios, insuficiência cardíaca, dificuldades de deglutição, psoríase, convulsões, enfraquecimento muscular e doenças metabólicas ósseas, como a osteoporose.

Ferro

Esse mineral participa da formação de hemoglobinas e mioglobulinas, transportando e armazenando oxigênio no músculo. A deficiência dessa substância causa anemia ferropriva, com seus sintomas surgindo conforme a evolução da doença.

Flúor

O flúor é um mineral que se destaca pela prevenção aos problemas dentários e ósseos, atuando também em tecidos e células. Sua deficiência leva além da formação de cáries, também a osteoporose, assim como a falta de cálcio. 

Fósforo

O fósforo é encontrado principalmente com o cálcio no conjunto esquelético, além de participar da formação das membranas celulares e atividades enzimáticas fornecendo energia em forma de ATP (adenosina trifosfato). Sua deficiência no metabolismo pode acarretar alcalose respiratória, hipotermia, cetoacidose diabética, distúrbio tubular renal, deficiência de vitamina D, entre outros.

Iodo

O Iodo faz parte da composição de hormônios da tireoide e atua no sistema esquelético, respiratório, urinário e cardiovascular. De forma resumida, o iodo é essencial para o crescimento e desenvolvimento do organismo, e sua falta pode ocasionar cretinismo, anomalias congênitas, bócio, aumento do risco de aborto e mortalidade materna.

Potássio

Associado ao sódio, o potássio atua no funcionamento das células nervosas, além de contribuir para o metabolismo regulando a quantidade de água, produção de proteínas e glicogênio, contração de pressão sanguínea, e outros. Sua deficiência provoca cãibras, alterações no ritmo cardíaco e problemas renais.

Sódio

O sódio, responsável por participar do funcionamento das células nervosas junto ao potássio, também participa da absorção de aminoácidos, glicose e água. Sua falta no organismo leva a sintomas de disfunção cerebral como letargia e confusão, contrações musculares, convulsões e até coma. 

Doença óssea metabólica

A doença óssea metabólica classifica transtornos do metabolismo ósseo caracterizados por perdas de massa óssea, causando fragilidade do tecido e, consequentemente, a incidência de fraturas

Provocada pelo desequilíbrio no metabolismo mineral como a falta de cálcio, doenças ósseas metabólicas são desordens que devem ter tratamento adequado. Entre elas estão:

  • osteoporose;
  • doença de Paget;
  • hiperparatireoidismo;
  • raquitismo;
  • doença óssea associada à disfunção renal crônica;
  • osteomalácia e outros distúrbios da mineralização óssea.

Entre as doenças ósseas metabólicas a osteoporose é a mais frequente, tornando-se a principal por afetar pessoas idosas. Considerada um problema de saúde pública, incide na maior parte das vezes em mulheres, causando fraqueza, fraturas graves e diminuindo a qualidade de vida.

Atualmente, a descompensação do equilíbrio do metabolismo mineral que ocasiona doenças ósseas metabólicas é objeto de estudo para o desenvolvimento de novas terapias medicamentosas e outras abordagens de tratamento, a fim de garantir o bem-estar do paciente.

Contudo, é preciso que o profissional médico busque aperfeiçoamento na área endocrinológica com o objetivo de manter-se atualizado por fundamentos teóricos e práticos. Dessa maneira, é possível desenvolver não só formas melhoradas de tratamento, como também elevar suas fontes de conhecimento com cursos e profissionais conceituados na área. 

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