Informe IEFAP: medidas de enfrentamento à Covid-19


Em 31 de dezembro de 2019, o Novo Coronavírus, nomeado como SARS-CoV-2, se tornou o causador de uma das maiores pandemias já vistas no mundo. Responsável pela doença classificada como Covid-19, o vírus que surgiu em Wuhan, na China, apresenta alta transmissibilidade, provocando uma síndrome respiratória aguda que pode variar de casos leves às insuficiências respiratórias graves.

Sua letalidade varia conforme faixa etária e condições clínicas associadas, apresentando maiores danos a população maior de 60 anos, imunodeprimida e com comorbidades.

Seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Ministério da Saúde (MS), o IEFAP comunica o adiamento de todos os cursos de Pós-Graduação presencial, a partir de 21/03/20 até a normalização da situação ora enfrentada. Informamos também que estamos providenciando alternativas para que o calendário não seja comprometido.

Além disso, para enfrentar à Covid-19 e diminuir a disseminação do Novo Coronavírus, algumas medidas estabelecidas pela OMS e MS devem ser adotadas, como você verá no informativo a seguir. Acompanhe.

Sinais e sintomas da Covid-19

A Covid-19 apresenta um quadro clínico típico de uma síndrome gripal, variando seus sintomas desde assintomático (em jovens e crianças) até a apresentação de sintomas graves, incluindo falência respiratória. O paciente com a doença Covid-19 apresenta em geral:

  • febre (>37,8ºC);
  • tosse;
  • dispineia;
  • mialgia e fadiga;
  • sintomas respiratórios superiores;
  • sintomas gastrointestinais (mais raros).

Grande parte do óbitos, até o momento, foram observados em pacientes com comorbidades pré-existentes, como doenças cardiovasculares, diabetes, doenças respiratórias, doenças crônicas, hipertensão, câncer, e/ou idosos.

As alterações mais comuns em exames complementares são infiltrações bilaterais em exames de imagem de tórax, linfopenia no hemograma e aumento da proteína C-reativa. A Covid-19 apresenta basicamente complicações respiratórias, como pneumonia e SARA (Síndrome da Angústia Respiratória Aguda).

Diagnóstico da Covid-19

Apesar de ainda não ser um consenso entre os especialistas, os critérios clínicos para avaliação diagnóstica apresentam avaliação clínica e laboratorial.

Quadro clínico

Com o quadro clínico de uma síndrome gripal, o diagnóstico depende da investigação clínico-epidemiológica associada ao exame físico.

Diagnóstico laboratorial

Para o diagnóstico laboratorial é realizado por meio das técnicas de transcriptase-reversa Polymerase Chain Reaction (RT-PCR) em tempo real, e sequenciamento total ou parcial do genoma viral.

Na fase atual da pandemia, com cenários de transmissão comunitária, o diagnóstico etiológico só será feito em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em serviços de urgência e emergência.

Atendimento de pacientes com Covid-19

Até o momento atual, não há medicamento específico para o tratamento da Covid-19. Contudo, medidas de suporte devem ser implementadas. No atendimento à pacientes com suspeita de Covid-19, deve-se considerar os demais diagnósticos diferenciais e o adequado manejo clínico.

Como grande parte dos pacientes em casos suspeitos devem chegar à serviços de Atenção Primária à Saúde/ Estratégia Saúde da Família (APS/ESF), o primeiro passo na cascata de manejo é a identificação de casos suspeitos de síndrome gripal.

Na recepção, todo paciente que apresentar tosse, dificuldades respiratórias ou dor de garganta será considerado como síndrome gripal. A identificação deve ser feita pelo profissional em uso de EPI, capacitado em suas atribuições.

Os pacientes que receberem alta durante os primeiros 7 dias do início do quadro, devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro e sinais de complicação, como febre, taquicardia, sinais respiratórios, dispneia, dor pleurítica e fadiga.

Para casos suspeitos ou confirmados para Covid-19 que não necessitem hospitalização e seja preferível isolamento domiciliar, o médico deverá solicitar raio-x de tórax, hemograma, e provas bioquímicas antes de serem encaminhados para casa, dependendo da avaliação clínica.

Além de receber orientações para o controle da infecção, prevenção e transmissão para contatos e sinais de alerta e possíveis complicações, o paciente deve ser orientado sobre a presença de qualquer sinal de alerto que determine o retorno ao hospital imediatamente.

Cuidados especiais

Para pacientes imunocomprometidos, recomenda-se hospitalização e avaliação da possibilidade de repetição do teste molecular antes da alta ou eventual transferência para enfermaria sem isolamento.

Pacientes com necessidade de internação prolongada por outras comorbidades devem também realizar o teste molecular antes da eventual liberação de isolamento, independente da ausência de febre e sintomas hospitalares.

A Fiocruz estruturou o Protocolo de Manejo Clínico para o Covid-19 com ações existentes e medidas utilizadas para epidemias como a atual. Além dele, o Protocolo de Tratamento para o Novo Coronavírus também foi constituído.

No atual momento, todos profissionais de saúde devem estar preparados para o enfrentamento da doença Covid-19, auxiliando no diagnóstico, tratamento, e prevenção da população, com medidas estabelecidas pelos órgãos de saúde nacionais e internacionais.

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