Fraturas em idosos: uma questão de saúde pública


Fraturas em idosos são hoje um grande problema de saúde pública especialmente, quando essa incidência tende a aumentar com a idade. Nesse sentido, o Brasil é um dos países onde a população de idosos está crescendo consideravelmente.

No entanto, na área médica, intervenções já existem para evitar fraturas em idosos. Dessa forma, os desafios  profissionais são como identificar os problemas que apresentam maior risco para garantir que o tratamento seja feito. Quer saber mais sobre como prevenir e tratar da fraturas em idosos? Este artigo vai te ajudar!

De acordo com os estudos do Consórcio sobre Saúde e Envelhecimento, as pessoas que já passaram dos 60 anos, tendem a ter lesões, elevando inclusive, o risco de morte, mesmo após os acidentes. Para isso, as pessoas idosas devem ser ensinadas a melhorar a sua saúde óssea para que possam reduzir o risco de lesões. As quedas e fraturas em idosos são hoje um problema sério de saúde pública que custa caro e na verdade, na maioria das vezes, podem ser evitados.

A fragilidade óssea, quedas e fraturas em idosos

De fato, as fraturas ocorrem em pessoas idosas devido à sua fragilidade óssea. Consequentemente, as quedas representam mais 90% das fraturas. A fratura em idosos depende também do tipo de impacto da queda e da força óssea da pessoa. Essa força óssea está relacionada com a qualidade do conteúdo mineral, o que pode ser avaliado pela densitometria óssea.

Por essa razão, pela frequência de prevenção de fraturas em idosos, é que pode-se garantir se a força óssea existe ou não. Estas análises de densitometria ajudam a reduzir a ocorrência do trauma associado às quedas.

Além da qualidade do conteúdo mineral, outras causas de fraturas em idosos também são multifatoriais, que incluem:

  • já possui histórico de quedas;
  • fraqueza muscular;
  • desequilíbrios;
  • deficiência visual;
  • uso de certos medicamentos;
  • peso corporal;
  • baixa ingestão de cálcio e vitamina D;
  • sedentarismo, uso de tabaco e álcool;
  • problemas posturais;
  • doenças como osteoporose, osteopenia, deformidade vertebral, neuropatias

Assim, esses eventos são resultantes de vários fatores de risco. Assim, essas pessoas com baixa densidade mineral óssea estão mais propensas a sofrer de uma fratura após uma queda.

Outros fatores incluem também a comorbidade associada à fragilidade que podem ajudar a deteriorar a densitometria óssea.

Tipos de tratamentos para fraturas em idosos

Intervenções farmacológicas

Dessa forma, os agentes farmacológicos aumentam a massa óssea e diminuem a reabsorção, para um ganho de massa óssea ou por um efeito anabólico mais direto. Eles também aumentam a força e a qualidade óssea. Os fármacos que atuam especificamente na região dos ossos, são os bisfosfonatos e a calcitonina.

Intervenções suplementares

O cálcio com a vitamina D combinados, também têm ação positiva, e agem de forma preventiva, principalmente em idosos mais frágeis. 

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Prevenção de quedas

Medidas para a prevenção de quedas devem ser implementadas nos idosos antes dos 60 anos. Ou seja, as formas preventivas tem um potencial benéfico contra futuras fraturas. No entanto, não é tão difícil identificar os idosos com maior risco, já que uma queda anterior pode ser um forte indicador a ser determinativo para a fraqueza nas pernas, equilíbrio ou coordenação, por exemplo.

Outra forma preventiva é instalar dispositivos externos que possam proteger o idoso contra o impacto em alguma queda. Os protetores de quadril também ajudam a diminuir as fraturas na região em pacientes institucionalizados ou em casa.

Um estilo de vida mais sedentário, com má alimentação, uso de tabagismo ou abuso de álcool, são todos prejudiciais à saúde óssea do idoso. A manutenção de um esqueleto forte, em todas as idades, irá depender dos estímulos mecânicos, de sustentação de peso e da atividade física que ele realiza. Assim, programas de atividades físicas também podem aumentar consideravelmente a massa óssea em apenas pouco tempo. Porém, com a perda da mobilidade e de um estilo de vida muito sedentário acumulado, pode resultar em uma lenta recuperação da massa óssea. O condicionamento físico é muito importante para os idosos.

A suplementação de proteína também pode melhorar o resultado para o caso de fraturas em idosos. A ingestão adequada de nutrientes, que incluem o cálcio e a vitamina D são muito importantes.

Princípios fundamentais para profissionais de saúde

Os profissionais de saúde devem conhecer as necessidades da terceira idade e os tipos de serviços disponíveis. Desse modo, eles podem compreender quais atividades específicas que possam prevenir, proteger e promover a melhora na saúde pública.

Se você é um profissional de saúde ou está se formando, preste atenção nos atendimentos que devem seguir a assistência rotineira, de exames, questionários, observação dos déficits e históricos do paciente, para saber reconhecer seus sinais de risco potencial. A avaliação desses riscos devem incluir condições médicas nos serviços.

Manter o apoio ao envelhecimento saudável, é reduzir a exposição frente a fatores de risco. O profissional deve fornecer informações atualizadas para o paciente em relação a fratura em idosos, quedas, tratamentos e prevenções.

Caminho para a redução das quedas e fraturas em idosos

O caminho para a redução das quedas e fraturas em idosos só será auxiliar se ambos, profissionais de saúde e de assistência, trabalharem juntos e registrarem as ações realizadas como parte dos cuidados de rotina na prevenção de quedas. Para a saúde pública, reduzir a mortalidade por fratura em idosos é uma prioridade. No mesmo ponto, também a prevenção de outras doenças, como cardíacas, diabetes e neurológicas, deve ser vista como importante e econômico, do ponto de vista social. 

Uma queda pode acontecer a qualquer pessoa. Porém, para os idosos, esse risco é particularmente muito alto e suas consequências, potencialmente graves. Uma boa educação da sociedade e do paciente é necessária para melhorar isso.

Com o nosso estado atual de conhecimento científico e médico, é possível reduzir o número de acidentes e quedas relacionadas às pessoas idosas. A prevenção deve iniciar antes dos 60 anos, para que o progresso não transforme mais números em epidemias silenciosas.

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