DRC e a anemia: conheça mais sobre essas complicações.


Sobre a Anemia

A anemia é uma das principais complicações da Doença Renal Crônica e está diretamente relacionada as taxas de morbilidade e mortalidade.

A redução da taxa de ferro no organismo gera sintomas como fadiga, falta de ânimo para realização de atividades físicas, diminuição de libido e função cognitiva.

Além disso, ocorre o aumento da sobrecarga cardíaca e a contribuição na gênese de hipertrofia ventricular e de miocardiopatia, condições que acrescentam o risco de óbito.

Sobre a DRC – Doença Renal Crônica

A Doença Renal Crônica é uma vista como uma situação inflamatória que interfere na síntese e ação da eritropoetina, assim como na absorção intestinal do ferro e na sua mobilização dos estoques.

Atualmente, a DRC é considerada um problema mundial de saúde sendo que, em 2015, estimou-se que a doença já atingiu 10% da população e que a metade dos pacientes com idade acima ou igual a de 75 anos sofrem com algum grau da doença.

Os principais sintomas da doença renal crônica são:

  • Falta de apetite;
  • Cansaço;
  • Palidez cutânea;
  • Inchaços nas pernas;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Alteração dos hábitos urinários, como urinar mais à noite e urina com sangue ou espumosa.

A anemia e a DRC – a relação entre as duas complicações

Quando há a perda ou diminuição das funções renais, a anemia é uma das manifestações clínicas do paciente, determinada por diversos fatores como a deficiência relativa de eritropoetina, glicoproteína sintetizada pelo rim, mais especificamente produzida por fibroblastos próximos as células tubulares renais (90%), e pelo fígado (%10).

Portanto, nota-se que a principal causa de anemia na DRC é a produção inadequada de eritropoetina endógena pelas células intersticiais próximas à base dos túbulos proximais dos rins.

Na DRC, a produção inadequada de eritropoetina resulta numa anemia do tipo normocítica e normocrômica. Contudo, é importante observar que a anemia da DRC também pode ser causada, ou agravada, por outros fatores:

  1. A deficiência absoluta ou funcional de ferro favorece a ocorrência da anemia hipocrômica, microcítica;
  2. Diminuição do tempo de vida das hemácias e hemólise;
  3. Inibição da eritropoiese por “toxinas” urêmicas;
  4. Fibrose da medula óssea e osteíte cística secundárias ao hiperparatireoidismo;
  5. Perdas sangüíneas ocultas pelo trato gastrintestinal ou urinário;
  6. Outras deficiências nutricionais, tais como vitamina B12 e folato;
  7. Outras causas incluem a toxicidade óssea por alumínio e a concomitância de neoplasia e hipotireoidismo.

As soluções e formas de tratamento

Além de frisar a importância de manter hábitos saudáveis, incentivar a prática de atividades físicas e também evitar o consumo de alimentos processados e ultra-processados, existem 3 ações principais que podem solucionar e/ou prevenir o agravamento dessa condição:

  • O diagnóstico precoce da DRC;
  • O encaminhamento imediato para acompanhamento especializado;
  • A identificação e a correção das principais complicações e comorbidades da DRC, bem como o preparo do paciente (e seus familiares) para a TRS.

Com esses passos, o tratamento da DRC e também a anemia, complicação acompanhada da inflamação, será mais eficaz e com maiores chances de prevenção.

Para saber mais sobre o tema, acesse as pesquisas realizadas na área pelos links abaixo.

http://www.jbn.org.br/export-pdf/1191/v26n3s1a10.pdf
http://www.jbn.org.br/export-pdf/243/28-02-05.pdf
http://www.jbn.org.br/export-pdf/313/26-04-04.pdf
http://www.scielo.br/pdf/ramb/v56n2/a28v56n2

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