Demência em idosos: como agir diante dos sintomas e tratar?


Quando os sintomas de depressão e demência começam a aparecer entre os idosos, a qualidade de vida pode ficar comprometida e entrar em declínio. Por essa razão, é de extrema importância a realização de exames preventivos que possam antecipar esses sinais para que, assim, os diferentes tipos de transtornos demenciais sejam menos agressivos. Deseja saber mais como se desencadeiam os vários tipos de demência em idosos? Acompanhe-nos neste texto.

Dados mundiais da demência em idosos

O envelhecimento da população já é um fenômeno demográfico que está alterando as estruturas sociais no mundo. Esse processo também ocorre no Brasil, onde podemos perceber um envelhecimento crescente. Praticamente, a proporcionalidade de habitantes com mais de 60 anos dobrou nos últimos anos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Censo Demográfico).

Em todo o mundo, mais de 50 milhões de pessoas possuem algum grau de demência. E entre esses dados, aparece a demência em idosos para pessoas com 60 anos ou mais. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a previsão para 2030 é de 82 milhões que serão diagnosticados com demência em idosos.

A ocorrência da demência nos idosos: fatos e causas

Sabemos que os idosos têm propensão a adquirir mais problemas de saúde com o passar dos anos, porém, o que causa a demência em idosos? E quais são os seus tipos mais comuns?

O que é demência?

A demência pode ser definida como uma síndrome caracterizada pelo declínio da memória, que se associa ao déficit de funções cognitivas como linguagem, percepção e funções executivas. E ainda, além disso, há sinais de déficit no desempenho social ou mesmo profissional da pessoa.

A prevalência da demência começa a se duplicar a cada 5 anos após os 60 anos. Com a perda gradativa das funções cognitivas, geralmente, é acompanhado de alguma deterioração do controle emocional, do comportamento social ou da motivação (autoestima). No entanto, não se sabe se a demência causa a morte das células cerebrais ou se a morte das células cerebrais causa a demência.

Porém, além da morte progressiva das células cerebrais, como observada, por exemplo, na doença de Alzheimer, a demência pode ser causada até por uma lesão na cabeça, um derrame ou um tumor cerebral.

Socialmente, ainda há muita falta de conhecimento sobre o que é a demência em idosos e esse problema acaba causando em preconceito, estigmatização e barreiras para o atendimento.

Sinais e sintomas

Os sintomas da demência podem ser conceituados de várias formas. Porém, entre os mais comuns, que são divididos entre sintomas cognitivos e não-cognitivos, estão:

Fase inicial

Frequentemente ignorada, porque o seu início é gradual. Esquecimento, perda da noção do tempo, etc.

Fase intermediária

À medida que a demência em idosos progride, os sinais e sintomas se tornam mais claros e mais restritivos. Esquecimento de eventos recentes e nomes de pessoas próximas, dificuldade de se encontrar em casa, dificuldade na comunicação, necessidade de cuidados pessoais, mudanças de comportamento e repetições.

Fase tardia

A demência é quase total. Dependência e inatividade, distúrbios da memória são graves, perda inconsciente da hora e do lugar, dificuldade em reconhecer parentes e amigos, cuidado assistido, dificuldade para andar, mudanças de comportamento que incluem a agressão, etc.

Formas comuns de demência

Existem muitas formas diferentes de demência. A doença de Alzheimer, por exemplo, é uma das formas mais comuns. Mas outros tipos podem incluir demência vascular, demência por corpos de Lewy, demência frontotemporal e associada ao HIV. Vejamos seus principais tipos:

Doença de Alzheimer

Caracterizada por “placas” entre as células deterioradas e anormais no cérebro. O tecido cerebral começa a ter progressivamente menos células nervosas e, naturalmente, menos conexões.

>>> Veja também: O impacto da música em pacientes com Alzheimer

Demência por corpos de Lewy

Trata-se de uma condição neurodegenerativa ligada às estruturas anormais no cérebro. A doença por corpos de Lewy se caracterizada pela formação de aglomerados no cérebro. Por isso, são chamados “corpos de Lewy”. Esses aglomerados se acumulam nas células formando a alfa-sinucleína, que causam mudanças na coordenação, no raciocínio e no comportamento.

Demência vascular

Também é chamada de demência com múltiplos enfartes. Ela é resultante da morte de células cerebrais causada por acidentes vasculares, o que impede a normalidade do fluxo sanguíneo, consequentemente, privando as células cerebrais de oxigênio. Esse tipo de demência pode parecer semelhante à doença de Alzheimer e ainda uma mistura da doença de Alzheimer com a demência vascular também pode ocorrer em algumas pessoas. A demência vascular é o segundo tipo mais comum de demência.

Demência frontotemporal

É um grupo de demências que envolvem degeneração em um ou ambos lobos frontal ou temporal. Como os lobos frontal e temporal do cérebro se relacionam com o humor, o comportamento social, julgamento, planejamento e autocontrole, os danos nessas áreas podem levar à diminuição das habilidades intelectuais e às mudanças na personalidade.

Demência associada ao HIV

A demência associada ao vírus do HIV é uma complicação que causa graves problemas cognitivos, motores e comportamentais, prejudicando o funcionamento diário, além de reduzir a independência e a qualidade de vida da pessoa. Porém, nem todo mundo que possui HIV desenvolverá a demência.

<<<Para saber mais: acesse o nosso artigo sobre Prevenção das doenças na 3ª idade!

Diagnóstico da demência e formas de tratamento

O primeiro passo para testar o desempenho da memória e da saúde cognitiva envolve perguntas e respostas-padrão. Ainda assim, há estudos que afirmam que a demência não pode ser diagnosticada com total segurança sem usar esses testes-padrão, já que há múltiplas variáveis de fatores que dificultam o diagnóstico, como morte progressiva de células cerebrais, doenças, lesões, etc.

Os testes clínicos identificarão ou descartarão causas tratáveis ​​de perda de memória e ajudarão a diminuir causas potenciais da demência em idosos. Vale lembrar que a morte das células cerebrais não pode ser revertida, portanto, não há cura conhecida para a demência degenerativa.

Dessa forma, o melhor gerenciamento deve ser aquele focado no cuidado e no tratamento dos sintomas e não nas causas. No entanto, se os sintomas forem realmente relacionados a uma causa reversível e não degenerativa, o tratamento poderá evitar ou interromper os danos já causados no tecido cerebral. Os inibidores também podem ajudar nesses casos, bem como certos tipos de treinamentos cerebrais, mudança de estilo de vida, alimentação, exercícios fisioterápicos, entre outros.

Assim, uma vez que se estabelece o diagnóstico correto, o médico poderá analisar a trajetória da doença, o que, entre pacientes, pode variar bastante. Atualmente, os governos já reconhecem esses desafios junto aos órgãos responsáveis pelo monitoramento. Os medicamentos e serviços que conferem benefício sintomático já estão disponíveis, bem como as estruturas de serviço de diagnóstico da demência em idosos.

Assim, é fundamental saber aproveitar e otimizar o tempo em uma consulta médica, sem comprometer a qualidade do atendimento. Estas dicas foram úteis para você? Saiba que aproveitar melhor o tempo de uma consulta médica é deixar seus pacientes recompensados.

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