Cardiopatias na gravidez: conheça sinais, diagnóstico e tratamento


As cardiopatias na gravidez aumentam os riscos obstétricos e fetais e são uma das principais causas de morbimortalidade de gestantes. Entre elas, a mais comum é a doença hipertensiva, e as mais letais são o infarto agudo do miocárdio, cardiomiopatia e dissecção aórtica.

O tratamento para as gestantes cardiopatas traz certa peculiaridade devido às alterações hemodinâmicas causadas pela gravidez e restrição ao uso de fármacos de ação cardiovascular.

Por isso, as cardiopatias na gestação podem apresentar recomendações específicas no diagnóstico e tratamento. A seguir, você conhecerá um pouco mais sobre as doenças cardíacas que acometem as gestantes. Confira!

Cardiopatias na gravidez

A gravidez é responsável por sobrecarregar o sistema cardiovascular da gestante. Assim, piorando, muitas vezes, distúrbios cardíacos já conhecidos ou desmascarando outros ocultos.

Esse esforço aumenta o volume sanguíneo da mãe assim como a frequência cardíaca. O débito cardíaco da mulher pode sofrer um aumento de 30% a 50% em seu volume.

Sinais e sintomas

Durante a gravidez, sintomas semelhantes à insuficiência cardíaca podem ser naturais ou mesmo resultado de cardiopatias na gestação. A insuficiência cardíaca causa trabalho de parto prematuro ou arritmia e, assim como outras doenças cardíacas, apresentam sintomas como:

  • falta de ar por esforço ou ao dormir;
  • palpitações;
  • cansaço excessivo;
  • dores no peito após esforço;
  • pele arroxeada e ruídos respiratórios.

Diagnóstico

Durante a gestação, as modificações funcionais e anatômicas do aparelho circulatório da mulher geram alterações clínicas que podem simular sintomas de cardiopatias na gestação.

Frente a esse fato, nem sempre estabelecer diagnósticos para doenças cardíacas durante a gravidez é uma tarefa fácil. As alterações hemodinâmicas que estão associadas à gestação explicam os principais sintomas que são normais durante a gravidez, como cansaço, falta de ar, menor capacidade física, tontura, e inchaço nas pernas.

A gravidez também favorece o aparecimento de sopros sistólicos e diastólicos, sintomas ligados às cardiopatias na gestação. Esses sinais são os principais sugestivos para buscar doenças cardíacas na gestante.

Com critérios como esses associados a outros específicos, o obstetra pode realizar o diagnóstico de cardiopatias na gestação na maior parte dos casos. Constatada sua presença, é essencial estabelecer o diagnóstico etiológico (que afirma a causa), anatômico (que informa quais lesões anatômicas existentes) e funcional (aquele que estabelece a capacidade funcional do coração).  As gestantes são classificadas com as seguintes classes:

  •  I – gestantes com doenças cardíacas e sem limitação para atividades físicas;
  • II – limitação para atividades físicas discreta;
  • III – grande limitação ao esforço físico;
  • IV – incapacidade de realizar atividade física sem apresentar sintomas.

Durante a gestação, testes não invasivos são realizados para avaliar o coração, incluindo eletrocardiograma, radiografia torácica e ecocardiograma. Contudo, a radiografia de tórax deve ser evitada na rotina, principalmente no primeiro trimestre de gravidez.

Classificação das cardiopatias na gestação

São diversas as doenças cardíacas que podem atingir a gestante durante seu período de gravidez. A seguir, vamos listar as cardiopatias na gestação, de acordo com o risco apresentado para a mortalidade materna.

Cardiopatias de alto risco à gravidez

Estão entre as doenças cardíacas com mortalidade materno-fetal entre 50% a 70% a hipertensão arterial pulmonar grave, Síndrome de Marfan, aneurisma da aorta, Síndrome de Eisenmenger, cardiopatia congênita não operada, cardiomiopatia dilatada e coarctação de aorta grave.

Cardiopatias de risco intermediário à gravidez

As cardiopatias na gestação com risco intermediário apresentam taxa de mortalidade materna de 15% a 50%, entre elas estão a cardiopatia congênita acianogênica, estenose mitral, estenose aórtica, Doença de Takayasu, e fibrilação atrial associada à insuficiência cardíaca.

Cardiopatias de menor risco à gravidez

Por fim, as cardiopatias de menor risco na gestação são aquelas com risco aceitável, como prolapsos da valva mitral, cardiopatias sem repercussão hemodinâmica, valvopatia reumática, arritmia cardíaca, e valva biológica normofuncionante.

Tratamento

Como tratamento para as cardiopatias na gravidez, estão visitas pré-natais frequentes, repouso, combate ao ganho de peso excessivo e estresse. Além disso, um anestesista que esteja familiarizado com cardiopatias na gravidez deve estar presente durante o trabalho de parto da gestante, sendo consultado também com antecedência.

Dessa forma, durante o parto, casos em que a gestante apresente extrema dor e ansiedade serão tratados agressivamente na tentativa de amenizar a taquicardia, com um cardiologista sempre monitorando de perto a mãe durante, e após.

Durante o parto da paciente com cardiopatias na gravidez, ainda é recomendada a analgesia locorregional, seguida de vigilância fetal e clínica e encurtamento do período expulsivo. A admissão em uma UTI nas primeiras 24 horas, após o parto, também é indicada para pacientes com cardiopatias de risco alto e intermediário.

Entre ações que devem ser evitadas estão o uso de varfarina, inibidores de ECA, bloqueadores do receptor de angiotensina II, antagonistas da aldosterona, diuréticos tiazídicos e alguns antiarrítmicos, como a amiodarona.

Cuidados especiais

Algumas pacientes com insuficiência cardíaca e função cardíaca deficiente podem exigir o uso de digoxina associado ao repouso a partir da 20ª semana de gestação. Ainda que os glicosídios cardíacos cruzem a barreira da placenta, os neonatos apresentam-se relativamente resistentes à sua toxicidade.

Por apresentarem maior risco para o desenvolvimento de cardiopatias no bebê, as pacientes com cardiopatias na gravidez têm indicação obstétrica para a via do parto. A cesárea é a indicação para as mães com estenose aórtica grave, hipertensão arterial pulmonar grave, e em pacientes com insuficiência cardíaca descompensada.

Apesar de apresentarem grandes riscos para mãe e bebê, as cardiopatias na gravidez podem ser controladas e tratadas. Assim, garantindo bem-estar e segurança durante o período gestacional e pós-parto.

Pós-Graduação em Cardiologia

As doenças cardíacas, ao se tornarem mais comuns na sociedade, gradativamente aumentam a importância da profissionalização do trabalho do cardiologista. Para garantir essa oportunidade profissional, a área de estudo que está sendo mais procurada é a realização da Pós-Graduação em Cardiologia.

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