Artrite reumatoide: o que você não pode deixar de saber


Doença que acomete as mulheres duas vezes mais que os homens, a artrite reumatoide geralmente tem início entre os 30 e 40 anos, e sua incidência aumenta conforme a idade, agravando as dores em idosos. Por tratar-se de uma patologia inflamatória crônica que atinge as articulações, sua característica principal é a inflamação articular de forma persistente, causando dores, deformidades e incapacidade funcional do indivíduo.

Autoimune, é desenvolvida devido à combinação de condições genéticas e estímulos externos, em especial o tabagismo. Apresentando diferentes formas de evolução, a artrite reumatoide causa principalmente rigidez superior matinal, dificultando a movimentação das articulações dos indivíduos pela manhã.

Como forma de atualizá-lo sobre as maneiras de ajudar o paciente a conviver com a doença, melhorando sua qualidade de vida, desenvolvemos o post a seguir. Continue conosco para conferir tudo o que você precisa saber sobre a artrite reumatoide!

Sinais e sintomas da artrite reumatoide

Por ser uma doença autoimune, a artrite reumatoide desenvolve a condição em que o sistema imunológico, normalmente defensor do organismo, ataca suas próprias articulações, acometendo regiões como dedos, tornozelos e joelhos, gerando inchaço doloroso.

Quando não controlada, a doença pode evoluir para deformidades progressivas, até a limitação do paciente na prática de atividades rotineiras, atingindo órgãos como tendões, bursas, olhos, pele, pulmões e coração.

As articulações são formadas por ossos revestidos por um tecido na região articular, responsável por amenizar impactos da cartilagem. Esse sistema é mantido pela cápsula articular, em que a parte interna é revestida pelo tecido sinovial, produtor do líquido que lubrifica as articulações e nutre a cartilagem.

A artrite reumatoide desenvolve inflamação crônica no tecido sinovial que, por sua vez, aumenta seu tamanho e produz grande quantidade de líquido, originando as alterações responsáveis pelos sinais e sintomas da doença. São eles:

  • dor intensa;
  • vermelhidão;
  • calor na região;
  • inchaço;
  • fadiga;
  • nódulos visíveis próximos às articulações;
  • rigidez em articulações, principalmente no período matinal;
  • dificuldades para movimentação.

A persistência do quadro pode desenvolver sequelas da doença como desalinhamento articular, atrofia dos músculos, erosão de ossos e destruição da cartilagem.

Diagnóstico da doença

Para realizar o diagnóstico da artrite reumatoide, o reumatologista deve, por meio de consulta e exames, avaliar a presença de sintomas de atividade, estado nutricional do indivíduo, evidências da inflamação articular e lesão radiográfica.

De acordo com o Colégio Americano de Reumatologia, o diagnóstico da doença é realizado quando há pelo menos 4 dos seguintes fatores presentes por, pelo menos, 6 semanas:

  • artrite em pelo menos 3 áreas articulares;
  • artrite de articulações das mãos, como punhos, interfalangeanas proximais e metacarpofalangeanas;
  • rigidez articular matinal com duração de pelo menos 1 hora;
  • artrite simétrica;
  • presença de nódulos reumatoides;
  • alterações radiográficas;
  • presença de fator reumatoide.

Para um diagnóstico seguro, o especialista deverá pesquisar por meio de exames o fator reumatoide, mesmo que não seja o elemento determinante. O conjunto dessas análises, como as provas inflamatórias, asseguram a existência do processo inflamatório da artrite reumatoide. 

Serão necessárias também radiografias para averiguar a extensão das lesões ou avaliar se ossos e cartilagens apresentam alguma alteração no quadro. Para o diagnóstico precoce em doenças como a artrite reumatoide, é essencial que ocorra uma avaliação holística, específica e atenta. Veja os exames complementares que podem ser solicitados na investigação:

  • hemograma completo;
  • proteína C reativa;
  • anti-CCP;
  • velocidade de hemossedimentação;
  • radiografia de articulações das mãos, pés e demais que possam estar comprometidas;
  • fator reumatoide.

Formas de tratamento

Com diagnóstico precoce é possível iniciar de imediato o tratamento, fator fundamental para controle das atividades da doença prevenindo a incapacidade funcional e lesões articulares, proporcionando o retorno de um estilo de vida com qualidade para o paciente o quanto antes. O tratamento tem como objetivos principais:

  • controlar e prevenir a lesão articular;
  • evitar a perda de funções;
  • minimizar a dor, melhorando a qualidade de vida e bem-estar.

A terapia medicamentosa da artrite reumatoide pode variar de acordo com o estágio da doença, gravidade e atividade. Anti-inflamatórios são os medicamentos base do tratamento, seguidos por corticoides indicados para fases agudas e medicações modificadas para o curso da doença, sendo a maior parte imunossupressoras. 

As opções terapêuticas também contam com agentes imunobiológicos, sempre individualizando e modificando o tratamento de acordo com a resposta do paciente. Em certos casos, pode ocorrer indicação para tratamento cirúrgico em situações resistentes ao tratamento conservador.

Outras alternativas que contribuem para que o paciente continue exercendo suas práticas diárias são a fisioterapia e terapia ocupacional, protegendo articulações por meio do fortalecimento muscular.

Indicações para conviver com a artrite reumatoide

Tratando-se de uma doença sem cura, o paciente deverá saber conviver com a artrite reumatoide. Por isso, é papel do reumatologista, não só minimizar os sintomas e a evolução da doença, como indicar meios de melhorar a qualidade de vida buscando o bem-estar, principalmente na terceira idade. Além do acompanhamento médico contínuo, deve-se indicar a prática controlada de exercícios físicos, fisioterapia e controle nutricional, evitando sobrepeso e alto colesterol.

Uma das maneiras de atuar diretamente no diagnóstico e tratamento de pacientes portadores da artrite reumatoide é aprofundar os conhecimentos na área, por intermédio de uma pós-graduação em reumatologia.

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