A meditação modifica o cérebro: leia o artigo e entenda


Hoje sabemos de um jeito bem concreto o quanto a meditação modifica o cérebro no nível funcional e mesmo na sua anatomia, em sua estrutura. Sabemos que partes do cérebro ficam não só mais ativas, mas também alteradas em sua estrutura chegando a ficar mais espessas.

Entenda como a meditação modifica o cérebro

Existem 3 importantes áreas do cérebro que ficam nitidamente mais ativas e alteradas com a prática da meditação:

1. Córtex cingulado anterior: que está implicado com os fenômenos de atenção.
2. Ínsula: relacionada a consciência do corpo (propriocepção).
3. Córtex pré-frontal: ligada à regulação das emoções.

Através de estudos de ressonância magnética funcional é possível ver que certas partes do cérebro recebem maior fluxo de sangue durante a meditação e um artigo de revisão realizado em  2011 por Holzel avaliou 4 características sob as quais a meditação atuava:

1. Regulação da atenção.
2. Regulação das emoções.
3. Consciência do corpo.
4. Mudança de perspectiva do self (em resumo a maneira como a pessoa percebe seu “eu social”).

Estudos sobre a meditação e o cérebro

Os estudos mostram o quanto certas práticas desenvolvem a atenção focal ou mesmo o que chamamos monitoramento aberto. Esta é a capacidade de ampliar a percepção de vários elementos expandindo o foco da observação.

Nestes estudos conclui-se que há melhora dos:

  • processos de atenção sustentada (manter o foco);
  • da atenção seletiva (ou seja a capacidade de manter a atenção em um objeto escolhido sem distrair-se tanto);
  • da capacidade de mudar de foco ;
  • da capacidade de monitoramento que é a de reconhecer-se divagando e perdendo o foco.

É muito interessante que cada tipo de atenção vai se desenvolvendo gradativamente conforme a prática do mindfulness. É trabalhada desde a atenção seletiva até finalmente a atenção sustentada e o monitoramento aberto aumentando a consciência ou percepção aguçada da realidade tornando a pessoa mais capaz de captar e entender a realidade toda.

Os estudos da Gard, realizados em 2012, feitos em colaboradores também tiveram resultados interessantes. Foi percebido que o grupo que meditava, chamados aqui de meditadores possuiam respostas diferentes do grupo de controle (que não meditava).

Os meditadores, em comparação com sujeitos controle, tinham menos dor e ansiedade antecipatória antes de serem submetidos a estímulos elétricos. Além disso, o grupo praticante de meditação apresentaram mais atividade da ínsula e do córtex cingulado anterior. Mais uma prova de que a meditação modifica o cérebro.

Outros estudos mostraram que pessoas que praticaram 40 minutos de meditação por dia durante 8 anos tinham maior espessura do córtex, na região da Ínsula e no córtex somatossensorial em algumas áreas frontais e no córtex visual e auditivo.

Vários outros estudos mostraram modificações estruturais no cérebro com a meditação.
É possível que isso melhore muito a consciência e a atenção, o que é fundamental para a percepção da realidade, seleção e decisão consciente das pessoas.

Meditação tornou-se um assunto sério, sem empirismo e digno da atenção de quem se interessa verdadeiramente por qualidade de vida.

Como vimos a meditação não apenas transforma o comportamento das pessoas, como também o próprio cérebro. Tanto que em vários consultórios de psicólogos e psiquiatras já utilizam a meditação como ferramenta de tratamento.

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